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Arcebispo de Braga apela aos cristãos a serem mensageiros de Deus

Arcebispo de Braga apela aos cristãos a serem mensageiros de Deus
Fotografia DR

Publicado em 11 de junho de 2026, às 17:58

D. José Cordeiro presidiu à Eucaristia do Dia de Portugal na Catedral Basílica do Sagrado Coração de Jesus, em Newark, nos EUA

O Arcebispo Metropolita de Braga apelou aos cristãos a serem mensageiros de Deus no mundo conturbado dos nossos dias.
O apelo foi feito na celebração da Eucarisita do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na Catedral Basílica do Sagrado Coração de Jesus, na Arquidiocese de Newark, nos Estados Unidos da América, deixando uma forte mensagem de esperança, paz e responsabilidade cristã junto da comunidade portuguesa emigrante.
Na homilia, centrada na memória litúrgica do Santo Anjo da Guarda de Portugal, o prelado bracarense recordou a profunda ligação dos portugueses a esta devoção, transmitida ao longo de gerações no seio das famílias, e destacou o papel dos anjos como sinal da presença permanente de Deus na vida dos crentes. E, «como os anjos, somos convidados a nos tornarmos mensageiros de Deus no mundo de hoje», disse. «Sempre que nos dispomos a ir ao encontro dos nossos irmãos e irmãs, em particular os que passam por dificuldades, nós estamos a ser anjos, mensageiros do amor misericordioso de Deus. E o mundo complexo onde vivemos precisa cada vez mais de pessoas angélicas: pessoas pacíficas, misericordiosas e acolhedoras. Precisa de discípulos de Cristo convictos e que se disponham a caminhar juntos, seguindo os passos de Cristo, Aquele que lavou os pés aos discípulos e nos convida a imitar esse gesto de serviço», acrescentou.
D. José Cordeiro recordou mesmo Madre Teresa de Calcutá «que pelas ruas da Índia foi um autêntico anjo de Deus a socorrer os mais pobres entre os pobres».
O prelado lembrou que o anjos fazem parte integrante da Igreja triunfante, ou seja, «o corpo daqueles que já contemplam a Deus no céu». Nós, na Terra, salientou, «não estamos separados dessa Igreja. «A Igreja ensina a comunhão dos santos, isto é, nós estamos unidos aos anjos e santos do céu, e com eles rezamos a Deus. Esta comunhão vive-se de forma mais profunda sempre que celebramos a Sagrada Liturgia, pois nas celebrações litúrgicas, e de um modo particular na Eucaristia, nós estamos a participar no louvor eterno que os anjos e santos devotam a Deus. Quando celebramos a Liturgia nós estamos já a antecipar o céu, mas às vezes nem nos damos conta dessa grande graça», sustentou.
O Arcebispo Metropolita de Braga na sua homilia frisou também que o Papa Leão XIV tem centrado o seu apelo na paz entre os povos neste tempo marcado pelas guerras e os conflitos. D. José Cordeiro lebou mesmo as primeiras palavras do Santo Padre na sua primeira saudação, onde disse, «“a paz esteja convosco” e apelou a “uma paz desarmada e desarmante” que vem de Deus, insistindo na urgência do diálogo e da responsabilidade comum na construção da paz».
Por isso, a concluir, o prelado desejou que as orações neste Dia de Porugal subissem à presença de Deus levadas pelas mãos do Anjo de Portugal. «Que o Senhor abençoe e guarde esta comunidade portuguesa», desejou.