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Faculdade de Teologia de Braga promove o primeiro debate nacional sobre a primeira encíclica do Papa Leão XIV

Faculdade de Teologia de Braga promove o primeiro debate nacional sobre a primeira encíclica do Papa Leão XIV
Fotografia Arquivo DM

Publicado em 26 de maio de 2026, às 21:48

Encíclica "Magnifica Humanitas" foi apresentada esta segunda-feira no Vaticano

A Faculdade de Teologia de Braga da Universidade Católica Portuguesa vai promover esta quinta-feira, dia 28 de maio, pelas 18h30, um debate online dedicado à primeira encíclica do Papa Leão XIV, que é focada no impacto da Inteligência Artificial na humanidade. 

A iniciativa, que tem a colaboração da Agência Ecclesia, tem assegurada a participação de três dos maiores teólogos da Arquidiocese de Braga. A mesa-redonda contará com a participação dos professores João Manuel Duque, Luís M. Figueiredo Rodrigues e Vítor Novais, todos eles docentes da Faculdade de Teologia da UCP.

«São teólogos experientes no domínio de questões como a pós-humanidade, as práticas eclesiais no ecossistema digital ou a ética da esperança cristã. Apresentarão, sob a forma de diálogo, uma leitura teológica plural da primeira carta-encíclica de Leão XIV», assinala a organização do evento.

A transmissão do encontro pode ser acompanhada em direto através da página da Faculdade de Teologia na rede social Facebook e também através da página da Agência Ecclesia, tambémna rede social Facebook.

A encíclica “Magnifica Humanitas” (a Magnífica Humanidade) foi divulgada esta segunda-feira pelo Vaticano. Aquela que é a primeira encíclica do Papa Leão XIV convoca a sociedade para o «desarmamento» da Inteligência Artificial perante os cenários de automação militar e de manipulação de dados.

O documento de Leão XIV alerta para o agravamento das desigualdades globais geradas pelo «colonialismo» digital e denuncia as novas formas de escravatura que sustentam a transição tecnológica.

O texto pontifício contrapõe as promessas de transcendência do transumanismo ao valor irredutível da dignidade humana, apelando a uma civilização assente no amor e no bem comum.

Na encíclica, o Papa coloca a humanidade perante duas possibilidades geradas pela Inteligência Artificial. «A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos», sublinha Leão XIV,  sustentando que a Inteligência Artificial «deve servir à humanidade, não o poder de poucos».

Dividida em cinco capítulos, a “Magnifica Humanitas” parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma «força antagónica em relação à pessoa», nem «um mal em si mesma». Mas também «não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam». Por isso o apelo do Papa para se «construir o bem» e «permanecer humanos», numa lógica de coragem e de comunhão.