A Arquidiocese de Braga participou na Peregrinação da Paz em Souvigny (França), uma jornada centrada em torno do património espiritual ligado à Abadia de Cluny, que destacou a herança clunicense e o seu contributo histórico para a promoção da paz e da unidade na Europa.
Souvigny, local onde se encontram os túmulos dos abades Mayeul e Odilon, afirma-se como um dos centros simbólicos desta tradição religiosa.
A Arquidiocese de Braga esteve representada na peregrinação pelo Cónego Hermenegildo Faria, em representação do Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, e a convite do Bispo de Moulins, Dom Marc Beaumont.
De acordo com uma nota enviada ao Diário do Minho, o programa distribui-se por dois dias e combinou momentos religiosos, culturais e formativos.
No sábado à tarde decorreu a abertura oficial, que deu início a um conjunto de atividades que inclui conferências, visitas guiadas e uma exposição dedicada à Europa clunicense. O dia foi ainda marcado por celebrações litúrgicas, como vésperas, e uma vigília noturna com música de inspiração medieval.
No domingo, um dos momentos mais marcantes foi a chegada dos peregrinos a pé, através de percursos organizados até Souvigny. O programa inclui também uma procissão das relíquias, atividades dirigidas a diferentes públicos e uma conferência sobre a candidatura dos sítios clunisenses a Património Mundial.
A peregrinação culminou com uma Missa Solene, que reuniu cerca de dois mil fiéis, distribuídos entre o interior da igreja abacial e espaços adjacentes, com o apoio de transmissão em ecrãs gigantes.
A celebração contou com a presença de nove bispos e várias dezenas de presbíteros.
Mais do que um encontro religioso, o “Pèlerinage de la Paix” afirmou-se como espaço de reflexão e diálogo, evidenciado a atualidade dos valores de paz e fraternidade associados à tradição clunicense, refere a mesma nota.
Refira-se que a Igreja de São Pedro de Rates, (Póvoa de Varzim), ligada à Arquidiocese de Braga, integra a Federação Europeia dos Sítios Clunicenses. É um dos mais importantes mosteiros beneditinos clunicenses, estando ligado à lenda de São Pedro de Rates, primeiro bispo de Braga.
