O sacerdote Miguel Paulo assumiu hoje a missão de cónego como mais um serviço, tendo defendido que a Catedral bracarense deve ser vista como «um porto de abrigo» dos mais fragilizados pelas mais díspares adversidades com que a vida nos confronta.
Em declarações ao Diário do Minho, manifestou-se disponível para mais um serviço à Igreja de Braga, com sentido de «humildade», mas com o sentimento que a nova função é «uma grande responsabilidade».
«A partir do momento em que nos colocámos à disposição da Igreja, no momento da nossa ordenação, vivemos para servir . Outros que já foram sendo assumidos. Este, eu entendo da mesma forma, como um serviço de proximidade, de disponibilidade para a valorização e a centralidade da Sé, também na vida daquilo que é a nossa Diocese», afirmou.
Consciente de que a Catedral é a “igreja-mãe” da Arquidiocese, o cónego Miguel Paulo promete inteira disponibilidade. «Nós estamos a entrar [para o Cabido] e eu também estou a fazer essa integração. Naturalmente, com a vivência que temos aqui nas proximidades da Sé, percebemos e vemos algumas realidades da Sé, mas creio que a nossa integração será nesse contexto de compreendermos o desafio que o Senhor D. José nos lança, nomeadamente essa inquietação que ele tem de que vejamos a Sé como um espaço de evangelização e não só de gestão de um espaço físico», declarou ao Diário do Minho
Miguel Paulo acompanha também os três outros novos cónegos sobre a possibilidade de a Sé criar um serviço que responda à «inquietação» de quem a visita. «Sendo a “igreja-mãe”, a Sé de Braga deve estar disponível e aberta para que nos momentos em que a pessoa o deseja e procure possa encontrar aqui um porto de abrigo», resumiu