O padre Paolo Benanti esteve esta tarde no Espaço Vita para uma conferência/formação destinada sobretudo ao presbitério e aos Serviços da Arquidiocese de Braga. Na sua intervenção e no diálogo que se seguiu, o especialista italiano deixou alertas sobre os “custos” sociais e pastorais do uso da Inteligência Artificial (IA) e dos algoritmos, que oferecem os serviços, que de uma forma ou outra vão ser pagos.
Na sessão participaram o Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro; e o padre Tiago Freitas, diretor do Espaço Vita. Ambos agradeceram a disponibilidade do sacerdote pelo momento formativo, que certamente deixou mais rico e principalmente mais alertas todos aqueles que participaram na iniciativa.
Na breve palavra de contextualização e de agradecimento, o Arcebispo recordou que, muito para lá da IA, «há uma inteligência humana, espiritual e pastoral que une a todos».
Ao dirigir-se à plateia, o padre Paolo Benanti começou por lembrar que não há apenas uma IA mas uma família de tecnologias, que vão sendo usadas, conforme as necessidades de cada utilizador. Por outro lado, frisou que, por enquanto, nem ele nem ninguém, tem respostas definitivas. Aliás, há mais perguntas do que respostas. Respostas essas que vão ter que ser construídas por todos.
Mas uma coisa é certa. «Não há almoços grátis». Ou seja, a google, a inteligência artificial e os algoritmos fornecem os serviços, «resolvem-nos os atritos», mas não o faz de forma gratuita. Estes serviços são pagos pelos dados que fornecemos ou pelas «pegadas» que deixamos quando pesquisamos ou quando requisitamos um serviço.
De referir que o especialista italiano vai estar, ainda hoje, às 21h00, num Espaço Vita para a conferência “O Espírito e o Algoritmo”, tema ligado à Inteligência Artificial, uma reflexão eclesial, cultural e antropológica sobre a tecnologia e o que ela revela da nossa ideia de liberdade e responsabilidade.
A entrada é livre e gratuita