O Conselho Episcopal da Arquidiocese de Braga, reunido quarta-feira, validou a versão final do Organograma arquidiocesano, fruto de uma reorganização interna que visa uma melhor articulação do funcionamento de todas os organismos envolvidos na Pastoral, tendo como foco principal a Evangelização.
Segundo o padre Sérgio Torres, secretário do Conselho Episcopal e Diretor do Secretariado Diocesano de Pastoral, esta nova representação da estrutura interna da Arquidiocese pretende auxiliar os fiéis, o clero, quem trabalha nas comissões e nos departamentos e a Arquidiocese no seu todo a compreender melhor a renovação realizada, clarificando funções, objetivos e áreas de atuação.
A reorganização procurou corrigir dispersões, eliminar estruturas que já não respondiam às necessidades atuais e reforçar a clareza na atribibuição de responsabilidades.
O novo modelo apresenta a Vigaria Geral, os Vigários Episcopais e parte da Chancelaria como apoio mais direto ao Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, colocando o Bispo no centro da estrutura diocesana.
Em simultâneo clarifica os diferentes âmbitos do trabalho pastoral e o papel dos vários Conselhos, sublinhando que o discernimento episcopal, o discernimento do Bispo, é sempre apoiado por órgãos consultivos em diferentes áreas.
Uma das principais novidades é a integração de toda a ação pastoral no âmbito da evangelização.
«Tudo o que a Arquidiocese pretende fazer, seja na liturgia, seja na educação cristã, na cultura, com as família, com as vocações, caridade, missões e voluntariado está enquadrado no objetivo do anúncio do Evangelho, ou seja, levar Jesus a todos e todos a Jesus», explicou o padre Sérgio Torres.
Organograma visa reforçar unidade, coordenação e eficácia da ação pastoral, colocando a evangelização no centro de toda a vida diocesana.
Este organograma também clarifica melhor onde é que se encaixa a Assessoria, como o gabinete de apoio ao Arcebispo, assim como a Comunicação diocesana, considerada essencial num contexto cada vez mais digital.
Esta reorganização está articulada com a renovação do estatuto do Conselho Pastoral da Arquidiocese que tomou posse no final do mês de novembro de 2025 e terá a sua primeira reunião no próximo dia 7 de fevereiro.
Com este novo Conselho, um pouco mais reduzido, pretende-se promover maior proximidade, dinamismo e atenção à realidade pastoral, passando a assumir um papel central na dinamização da pastoral diocesana, indicou o secretário do Conselho Episcopal.
Entre as mudanças, destaca-se a criação de uma comissão permanente do Conselho Pastoral, que substituirá a anterior comissão sinodal, integrando o acompanhamento do caminho sinodal que terá novas atividades em 2027 e que já vão ser abordadas na próxima reunião do Conselho Pastoral.
Também o próximo encontro Renovar, previsto para outubro, que tem vindo a ser dinamizado por uma equipa de três padres, deverá passar a ser acompanhado pela comissão permanente do Conselho Pastoral.
Com esta reorganização é evitar a duplicação de estruturas e garantir uma maior articulação entre os Conselhos, Comissões de Departamentos.