A Fundação Alexandrina de Balasar lançou ontem o novo volume das Obras Completas de Alexandrina, correspondente ao volume 5 – tomo III das cartas ao Padre Mariano Pinho. A obra é da autoria do teólogo Alexandre Freire e insere-se no trabalho continuado de recolha, estudo e divulgação dos escritos originais da Beata Alexandrina.
Com esta publicação, passam a ser oito os livros que reúnem os textos autênticos deixados por Alexandrina Maria da Costa, figura marcante da espiritualidade cristã portuguesa do século XX.
O livro foi apresentado na igreja paroquial de Balasar, durante a festa de encerramento do Ano Jubilar da Esperança, que inclui um concerto de homenagem à religiosa e a celebração da Eucaristia, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Braga, D. José Cordeiro.
À margem da apresentação, Alexandre Freire disse ao Diário do Minho que o vasto conjunto de cartas enviadas por Alexandrina ao seu diretor espiritual impossibilitou a sua publicação num único volume. O tomo agora lançado reúne a correspondência dos anos de 1936, 1937 e 1938.
«São textos em que se vai percebendo como Alexandrina é moldada pela ação de Deus, mas também pelo acompanhamento espiritual do Padre Mariano Pinho. Nota-se como vai dando passos cada vez mais seguros no discernimento daquilo que é a sua missão», afirmou o teólogo, adiantando que se encontram já em preparação novos volumes.
O presidente da Fundação e pároco de Balasar, padre Manuel Casado Neiva, sublinhou que se trata de um «trabalho sério e rigoroso» com o objetivo de dar a conhecer a verdadeira voz de Alexandrina.
«Não aquilo que dizem dela, mas o que ela diz. Alguns textos são difíceis de entender, por isso é que temos um teólogo para interpretá-los», referiu, reforçando o compromisso de preservar e divulgar o legado espiritual daquela que D. José Cordeiro descreveu como uma verdadeira peregrina de esperança, «capaz de mover montanhas».
Por sua vez, Alexandre Freire desejou ao padre Manuel Casado Neiva pleno êxito na divulgação destes textos comentados, sublinhando que o seu trabalho não pretende «mascarar o essencial». «São os textos de Alexandrina, é Alexandrina», afirmou.
O lançamento do livro integrou o programa do encerramento do Ano Jubilar em Balasar, que teve início com um concerto de homenagem à Beata Alexandrina, sob a direção do músico António Casado Neiva.
O musical reuniu canto, poesia, narrativa histórica, projeção de imagens da religiosa e uma gravação com a sua própria voz, proporcionando uma experiência sensorial e espiritual inspirada na sua mística e no testemunho de sofrimento eucarístico que marcou a sua vida.
Além dos dois coros da paróquia, que interpretaram vários temas musicais, alguns com letra da própria Alexandrina, participou também o grupo musical de Santa Cruz, com um cântico popular. O concerto incluiu ainda a declamação do poema “Esperança”, da autoria de Paula Barbosa.






