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Arcebispo de Braga pede aos fiéis que ajudem a divulgar a mensagem da Beata Alexandrina

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Fotografia DM

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 04 de janeiro de 2026, às 21:43

Santuário de Balasar repleto na festa de encerramento do Jubileu da Esperança

O santuário de Alexandrina de Balasar esteve este domingo repleto de peregrinos para festa de encerramento do Ano Jubilar da Esperança, que  inclui um concerto de homenagem à religiosa, o lançamento de um novo volume das suas obras completas e a celebração da Eucaristia, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Braga.

Na solenidade da Epifania do Senhor, D. José Cordeiro centrou a sua homilia na liturgia do dia e no testemunho de vida da Beata Alexandrina, apelando aos fiéis para que assumam o dever de divulgar a sua mensagem de luz, esperança e reparação.

«Tudo aquilo que nós podermos fazer para divulgar a mensagem que Deus quis comunicar através desta mulher grande, Alexandrina Maria da Costa, devemos fazê-lo. É um dever que temos», afirmou D. José Cordeiro.

Reconhecendo que muito já foi dito e escrito sobre a Beata, o Arcebispo sublinhou a importância de aprofundar o conhecimento da sua linguagem simbólica e mística, por vezes exigente, mas profundamente atual. Nesse sentido, destacou a construção do futuro santuário eucarístico como um novo centro de espiritualidade para a Arquidiocese e para a Igreja, ao serviço de uma mensagem ainda pouco conhecida na sua verdadeira dimensão.

Durante a celebração desta Festa da Esperança, D. José Cordeiro evocou a imagem dos magos presentes no presépio, lembrando que foram considerados loucos por seguirem uma estrela à procura de um rei, acabando por encontrar o “Sol da Justiça”. Uma imagem que associou ao percurso espiritual de Alexandrina, também ela incompreendida e alvo de críticas, mas movida por um amor maior que permanece vivo até hoje.

«Impressionou-me ouvir a gravação em que Alexandrina dizia que não tinha medo de ser chamada bruxa, impostora ou feiticeira. Foi assim tratada, mas o seu amor prevaleceu», recordou, acrescentando que, mais de 70 anos após a sua morte, milhares de pessoas continuam a encontrar Jesus Cristo através do seu testemunho. 

O Arcebispo destacou ainda a expansão internacional da sua mensagem, com particular impacto em países como a Indonésia, México, Irlanda e Itália.

Na homilia, D. José Cordeiro destacou que a Epifania conduz ao mistério pascal e que o amor de Alexandrina ajuda a tocar esse mistério. 

Assim, convidou os cristãos a abrirem o coração à luz de Cristo, que iluminou a Beata e continua a iluminar todos os que se dispõem a acolhê-la. «Este Menino é a maior esperança para as nações», afirmou.

D. José Cordeiro não deixou de evocar os «tempos complexos» que o mundo atravessa, lembrando a situação na Venezuela, após a intervenção dos EUA para capturar e julgar Nicolás Maduro, presidente do país, e o incêndio num bar na Suíça, que matou mais de 40 pessoas e feriu mais de uma centena, pedindo ao Senhor que ilumine os responsáveis políticos e conforte e dê coragem às famílias que perderam filhos.

A Festa da Esperança estava inicialmente prevista para 28 de dezembro, mas foi adiada para o primeiro domingo de 2026, devido ao encerramento do Jubileu da Arquidiocese de Braga, na Sé Catedral naquela data.