No encerramento do Jubileu 2025, que decorreu hoje na Sé Catedral, o Arcebispo de Braga lembrou que «a porta da esperança não se pode fechar» e convidou cada um a ser portador e semeador de esperança para o mundo, através da proximidade ao outro, porque «a esperança está na proximidade».
«Precisamos de esperança, de olhar o presente com outros olhos, para que, apesar das guerras, das divisões ideológicas que se acentuam, da crise habitacional, da falta de trabalho digno e tantos outros problemas da nossa sociedade, sejamos capazes de perceber onde e como Deus nos chama a servir, e a fazer crescer a certeza de que, em todos os momentos e circunstâncias, somos filhos amados e nunca abandonados pelo Senhor», referiu D. José Cordeiro, ontem, na celebração que teve lugar numa Sé Catedral completamente lotada, apelando a um caminho conjunto, enquanto «servidores criativos, no caminho de Páscoa rumo ao Jubileu de 2033».
Na sua intervenção, o Prelado fez uma retrospetiva do Ano Jubilar, recordando «alguns dos sinais de esperança» que este ano «permitiu vislumbrar», entre eles a adoração eucarística nas comunidades cristãs em todos os dias do ano, concretizando uma das conclusões do 5.º Congresso Eucarístico Nacional; mas também a peregrinação jubilar dos 13 Arciprestados à Sé Primaz; o Jubileu dos Jovens em Roma; a Visita Pastoral; os Conselhos Pastorais Paroquiais ou da Unidade Pastoral, como espaços de corresponsabilidade eclesial diferenciada em sinergia, onde “o todo é maior que a soma das partes”; a promissora segunda edição do Renovar, um providencial laboratório de discernimento sinodal; a reconfiguração da Pastoral das Vocações; mais igrejas abertas; a formação integral, contínua e partilhada com leigos, clero e consagrados para a missão em chave sinodal; a formação dos agentes pastorais “prevenir+proteger=servir” nos Arciprestados sobre a prevenção e a cultura do cuidado, para combater todo o tipo de abuso; a pastoral penitenciária; o início da preparação de um grupo de candidatos ao Diaconado Permanente; a instituição de leigas no ministério de leitor, acólito e catequista; o serviço da Cáritas, das Santas Casas da Misericórdia, dos Centros Sociais Paroquiais e de tantas outras obras católicas; os processos da cultura da transparência com a prestação de contas e avaliação, não só dos bens económicos, mas também da missão pastoral.
Arcebispo de Braga lembra que «a porta da esperança não se pode fechar»
Fotografia
DR
Francisco de Assis
Jornalista
Rita Cunha
Jornalista
Publicado em 28 de dezembro de 2025, às 21:23