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Exposição “Salama! Salama!” desafia a fazer experiência missionária

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Fotografia Avelino Lima

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 08 de fevereiro de 2024, às 16:52

Centro Missionário da Arquidiocese de Braga leva mostra à Escola Secundária D. Maria II

O Centro Missionário da Arquidiocese de Braga (CMAB) e o Serviço de Educação Moral e Religiosa Católica inauguraram, hoje, na Escola Secundária D. Maria II, em Braga, a exposição “Salama! Salama! Traduções e tradições da Missão de Ocua, Pemba, Moçambique, em vermelho-alegria, vermelho-cor, vermelho-festa, vermelho-sangue, vermelho-vida”.

A mostra é constituída por painéis de fotografias, peças e objetos que retratam as atividades da equipa missionária da Arquidiocese de Braga naquela paróquia da Diocese de Pemba, bem como as várias realidades das comunidades onde está instalada a Missão.

O momento contou com o Bispo auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes, que enalteceu a iniciativa destes dois organismos da Igreja de Braga de proporcionar à comunidade escolar «esta viagem» a uma realidade diferente da nossa. 

«Não quer dizer que seja melhor ou pior, é diferente, e isso não pode ser obstáculo à nossa realização e à nossa felicidade, é enriquecimento, isto é proximidade, isto é trazer à nossa vida o que é a forma de estar daqueles nossos irmãos, a sua cultura, a sua condição, os seus percursos», observou o prelado.  

D. Delfim Gomes acrescentou que esta mostra é também um desafio para os estudantes e não só equacionarem, no seu projeto de vida, ir ao encontro das necessidades dos irmãos em África e fazer uma experiência missionária.  

O CMAB promove todos os anos um programa de formação para o efeito.

«A realidade em Cabo Delgado é complicada, está por trás todo um mundo de interesses que se sobrepõe à vida daquela gente e a Igreja está lá com outro olhar», acrescentou o prelado.

A coordenadora do CMAB, Sara Poças, convidou toda a comunidade escolar a “embarcar” nesta «viagem» a Santa Cecília de Ocua, considerada a 552.ª da Arquidiocese de Braga, percorrendo cada uma das cinco partes da exposição, às quais está associado um tema da Igreja. 

A mostra retrata, além das atividades próprias de uma missão (como as celebrações religiosas), as atividades da pastoral social desenvolvidas pela equipa missionária, nas áreas da saúde, educação e outras, em prol das comunidades locais.

«Mas, além da alegria da missão, pretende ser mais do que isso, pretende mostrar a cor vermelha desta terra, a cor das árvores, a festa, as roupas, as comidas, como é que as pessoas vivem, como é que as crianças brincam», disse a responsável.

“Salama! Salama!” dedica também um espaço às vítimas e deslocados do conflito que assola a província de Cabo Delgado desde 2017.

«Há um conflito armado e pessoas deslocadas, também é importante tocar nessa ferida, nesse sangue que também é derramado», notou Sara Poças.

Pedro Mendes, professor de Educação Moral Religiosa Católica (EMRC), explicou que esta exposição, que já passou pela Escola Secundária de Amares, numa parceria com o projeto “Missão Amar(es)”, não é estática, uma vez que convida os alunos e demais visitantes a uma interação com objetos expostos e é complementada com um filme que retrata o dia a dia das comunidades locais. 

«Procuramos dar uma experiência mais imersiva e interativa. Há desafios espalhados que ajudam a conhecer um pouco mais a realidade deste povo», disse Pedro Mendes, que é o secretário para o Serviço de EMRC da Arquidiocese de Braga. 

A diretora da Escola Secundária D. Maria II destacou a importância de despertar os alunos para esta realidade e mostrou-se recetiva a novos projetos que contribuam para o «enriquecimento pessoal» dos estudantes e da comunidade escolar. 

«Somos uma escola de cidadania, de valores, de humanismo e é nesta faceta e de peito aberto que recebemos esta exposição», disse Ângela Meireles.

“Salama! Salama!” vai ficar na Escola Secundária D. Maria II durante 15 dias. Depois será apresentada na Escola Secundária Carlos Amarante. Até ao fim do ano letivo a exposição passará ainda pelas Escolas Secundárias de Maximinos e de Alberto Sampaio.