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Primeiros dias do Sínodo abordam temas como formação e papel das mulheres na Igreja

Primeiros dias do Sínodo abordam temas como formação e papel das mulheres na Igreja
Fotografia DR

Parceria Consistório e Sínodo/LFS

Publicado em 08 de outubro de 2023, às 17:18

Trabalhos de grupo marcaram início da assembleia Geral

Os primeiros dias de trabalhos na XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos estiveram centrados na formação, no papel das mulheres na Igreja, na pobreza, nas migrações e nos abusos, adiantou o prefeito do Dicastério para a Comunicação.

Numa conferência, sexta-feira, na sala de imprensa da Santa Sé, Paolo Ruffini disse ainda aos jornalistas que foi distribuído pelos participantes no Sínodo um livro do Pa- pa que contém duas intervenções – uma já após a eleição pontifícia e outra do então cardeal Bergoglio – sobre os temas da santidade e da corrupção, com uma introdução inédita.

Na introdução deste livro, Francisco realça que «a luta pela qual se combate como seguidores de Jesus é, antes de tudo, contra o mundanismo espiritual, que é o paganismo disfarçado com vestes eclesiásticas».
A formação «de todos» os cristãos a partir dos seminários, depois dos sacerdotes, dos leigos, dos catequistas; o papel das mulheres, dos leigos, dos ministérios ordenados e não ordenados; a centralidade da Eucaristia; a importância dos pobres «como opção da Igreja» e as tragédias das migrações e dos abusos e também dos cristãos que vivem em condições de perseguição e sofrimento foram temáticas refletidas, entre a tarde de quinta e a manhã de sexta-feira pelos mais de 350 membros da Assembleia Geral do Sínodo sobre a sinodalidade, divididos em 35 círculos menores.

A revisão das estruturas da Igreja, como o Código de Direito Canónico e a dimensão da cúria romana também são temas a refletir nos trabalhos de grupos linguísticos (círculos menores).

Quanto ao fenómeno migratório, foi reiterada «a necessidade do acompanhamento» dos migrantes; sobre o papel da mulher foi relançada «a importância da promoção da figura feminina na Igreja e da sua participação ativa nos diversos processos».

A sessão da manhã de sexta, na qual esteve presente o Papa Francisco, foi dividida em dois momentos: o primeiro com 18 relatórios, dos relatores dos vários grupos na assembleia, e o segundo com 22 intervenções individuais de três minutos; a cada quatro intervenções, havia uma pausa para silêncio e oração.

A assembleia dirigiu um pensamento «àqueles que não puderam participar no Sínodo, porque foram perseguidos ou por graves motivos de crise no mundo».

O pensamento centrou-se na «Igreja que sofre na Ucrânia», acrescentou Paolo Ruffini.