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JMJ: D. Américo Aguiar vai visitar jovens de Israel e da Palestina

JMJ: D. Américo Aguiar vai visitar jovens de Israel e da Palestina
Fotografia Ricardo Perna/JMJ Lisboa 2023

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 21 de julho de 2023, às 15:52

O presidente da Fundação JMJ vai visitar jovens israelitas e palestinianos que não podem estar presentes no evento.

O presidente da Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 anunciou esta sexta-feira que vai visitar jovens israelitas e palestinianos que não podem estar presentes no evento que vai decorrer em Lisboa, com a presença do Papa Francisco.

Perante os jornalistas, na sede da JMJ, em Lisboa, D. Américo Aguiar anunciou que teria de sair dentro de pouco tempo "para ir visitar os jovens de Israel e da Palestina que não podem ir à jornada", à semelhança da visita à Ucrânia que fez entre sábado e segunda-feira, onde contactou com jovens e famílias afetadas pela guerra.

O bispo auxiliar de Lisboa disse que o objetivo é dar "um sinal, ir ao encontro de jovens que, por razões diversas, mais do que conhecidas de todos, infelizmente não podem participar na jornada". "E decidimos dar este sinal, quer em relação à Ucrânia, quer em relação à terra santa, com especial significado. Sendo este evento exatamente um testemunho de Cristo vivo, não há nada como ir à terra do patrão para, de um modo especial, estarmos próximos destes jovens e dizer-lhes como era bom que um dia, numa JMJ não muito longínqua, nenhum jovem do mundo tivesse obstáculo para participar na JMJ", afirmou.

D. Américo Aguiar indicou que a sua esperança é que não existam no futuro obstáculos económicos, ideológicos ou de segurança e que cada jovem possa participar na Jornada Mundial da Juventude por ser essa a sua vontade. "É essa a mensagem que levamos e que também queremos trazer para os jovens do mundo inteiro que já começam a desaguar em Portugal", realçou.

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 disse que "começam a chegar já jovens a várias dioceses do país" e que "são à volta de 70, 80 mil que vêm na semana anterior [à jornada, que arranca a 1 de agosto] e estão espalhados por todas as dioceses do país, incluindo Açores e Madeira", como forma de promover a coesão territorial.

Falando a propósito da visita de uma delegação do PS, liderada pelo presidente do partido, Carlos César, o bispo agradeceu o "apoio total" que a JMJ tem tido e até "as críticas construtivas". "Nós só vamos estar preparados para organizar uma JMJ no dia 8 de agosto, dia 8 de agosto garanto-vos que fazemos aqui a melhor equipa do mundo. Agora estamos nos treinos para fazer o melhor possível, sabendo que com o pouquinho de cada um, nós costumamos dizer, Deus vai providenciar o todo que é necessário", afirmou.

Perante o presidente do PS, o secretário-geral adjunto, João Torres, o líder da Juventude Socialista, Miguel Costa Matos, e os presidentes das concelhias de Lisboa, Marta Temido, e de Loures, Ricardo Lima, D. Américo Aguiar agradeceu “o apoio desde a primeira hora” do Governo e do primeiro-ministro, que classificou como “um apoiante muito otimista, muito proativo da JMJ”.

Falando após o descerramento da habitual placa para assinalar a visita à sede da JMJ, o presidente do PS realçou que a jornada “é um acontecimento de relevantíssima importância pela sua projeção internacional e, sobretudo, pela capacidade que as diferentes organizações envolvidas neste evento podem e devem demonstrar”. O presidente do PS disse esperar que aqueles que “estarão em Portugal vindos de todo o mundo pela sua fé e pelo seu ideal se sintam também bem acolhidos no país e, com isso, contribuam para a notoriedade portuguesa por todo o mundo”.

Referindo a guerra na Ucrânia e outros conflitos pelo mundo, o socialista defendeu que “esta grande reunião que ocorre em Portugal pode e deve ser também uma circunstância que motive as novas gerações para a construção de uma sociedade de paz, uma sociedade solidária e para uma certeza sobre o futuro”. Carlos César aproveitou também para congratular Américo Aguiar pela nomeação como cardeal, considerando ser “motivo de grande orgulho” e “de honra” para o país e para a comunidade católica portuguesa.