Em comunicado, o PSD acusou ainda Costa Gomes de «apego ao poder», sublinhando que o município «não pode ser governando num vaivém de incertezas».
«O senhor presidente ou confia no executivo que consigo se apresentou a votos em 2017 e suspende de imediato as suas funções, substituindo-o quem de direito, ou faz cair o executivo em quem, afinal, parece não confiar», refere o comunicado.
Para o PSD, «o que não mais se pode é permitir que, insolitamente, Barcelos e os barcelenses não possam contar com o seu presidente».
«O que não se concebe é que a autarquia não seja regida pelo seu presidente, que não está presente pessoalmente, porque proibido judicialmente», acrescenta.
Miguel Costa Gomes está em prisão domiciliária desde o dia 3 de junho, indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação, no âmbito da operação Teia. Está também proibido de contactar com os funcionários do município.
Em setembro, um juiz de instrução criminal decidiu manter estas medidas de coação.
Para o PSD, Costa Gomes está a protagonizar “uma façanha inédita na história, governando a partir da sua casa em Gamil há 111 dias seguidos”.
“Haja decoro”, apelam os sociais-democratas.
A Lusa contactou a Câmara, que ainda não reagiu ao comunicado do PSD.
Autor: Redação/Lusa