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Prémio de História Alberto Sampaio para investigação sobre famílias de Guimarães

Prémio de História Alberto Sampaio para investigação sobre famílias de Guimarães
Fotografia

Publicado em 07 de outubro de 2020, às 16:33

Alice Borges Gago vence Prémio de História Alberto Sampaio 2020.

Alice João Palma Borges Gago é a vencedora do Prémio de História Alberto Sampaio 2020. A cerimónia de entrega do Prémio será realizada no próximo dia 1 de dezembro (A. Sampaio nasceu no dia 1Dez.1841) e, de acordo com a rotatividade prevista no Regulamento, terá este ano lugar em Vila Nova de Famalicão, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio com programa a anunciar oportunamente. O trabalho vencedor será publicado, também conforme prevê o Regulamento, na Revista de Guimarães. «Os instituidores do Prémio Alberto Sampaio congratulam-se portanto com o êxito alcançado pela edição deste ano, que constituiu um contributo importante para o avanço do conhecimento histórico, agradecem a valiosa e atenta colaboração da Academia de Ciências de Lisboa e felicitam todos os concorrentes e, de uma modo especial, a vencedora de 2020, Alice João Palma Borges Gago», lê-se na nota de imprensa. O Prémio de História Alberto Sampaio, inicialmente instituído em 1995 pelos Municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, renovado em 2016 e contando a partir de então também com o Município de Braga entre os instituidores, “destina-se a homenagear e a manter viva a pessoa e obra de Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica”. O júri, constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, a quem está confiada a direção científica do Prémio, deliberou atribuir o Prémio de 2020 à investigadora Alice João Palma Borges Gago que apresentou um trabalho com o título “Gentes do Norte pela própria voz. Arquivos de Família da Região de Guimarães - Porto, séculos XV-XVII”. No entendimento do júri, “trata-se de um excelente trabalho de investigação que, a partir da criação de uma base de dados prosopográfica abrangendo a história dos arquivos de seis famílias de Entre-Douro e Minho, procede a uma análise do papel e importância de tais arquivos privados para a compreensão histórica dos processos de mobilidade, de ascensão e de consolidação do estatuto social das famílias analisadas (Valadares, Ribeiro, Magalhães, Carvalho, Cunha e Barreto) ao longo dos séculos XV a XVII. Para além da contribuição inovadora no domínio da historiografia arquivística, o trabalho de Alice Borges Gago enriquece o conhecimento disponível sobre temáticas fundamentais no domínio da história económica e social.”  
Autor: Redação