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Póvoa de Lanhoso: GNR identifica quatro pessoas por "sextortion"

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Publicado em 21 de março de 2021, às 17:22

Os quatro suspeitos foram constituídos arguidos e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Póvoa de Lanhoso, sendo que aoperação contou com o reforço da estrutura de investigação criminal do Comando Territorial de Lisboa e com o apoio da Polí

O Comando Territorial de Braga, através do Destacamento Territorial de Póvoa do Lanhoso, anunciou hoje que identificou dois homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 19 e os 38 anos, por burlas e extorsões através da Internet, na área metropolitana de Lisboa. «Os militares iniciaram uma investigação em janeiro deste ano, após denúncia de um homem no posto territorial da Póvoa de Lanhoso, na qual informava que estava a ser chantageado por uma mulher que conheceu através de uma plataforma online de encontros e era ameaçado com a divulgação de imagens de cariz íntimo trocadas entre ambos», disse a GNR a este jornal. Após diligências policiais, a GNR apurou que o modo de atuação do grupo consistia numa abordagem inicial por parte das mulheres para seduzir e levar homens a enviar imagens suas de cariz íntimo e sexual, sendo posteriormente ameaçados da divulgação destas imagens nas redes sociais e junto dos seus familiares mais próximos, caso não fizessem transferências monetárias. «No seguimento da investigação, apurou-se ainda que as vítimas chegaram a efetuar várias transferências bancárias, ascendendo ao valor de 2 500 euros, tendo sido realizadas quatro buscas domiciliárias, que culminaram na apreensão de cinco telemóveis, diversa documentação e comprovativos de transferências bancárias», revelou aquela autoridade militar. Os quatro suspeitos foram constituídos arguidos e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Póvoa de Lanhoso, sendo que aoperação contou com o reforço da estrutura de investigação criminal do Comando Territorial de Lisboa e com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP). A Guarda Nacional Republicana relembra que ao partilhar imagens ou vídeos íntimos de cariz sexual através das redes sociais ou aplicações, estes podem vir a ser utilizados para extorquir dinheiro em troca da sua não divulgação. «Para evitar este tipo de crime, a GNR aconselha não ter material íntimo no seu telemóvel, este conteúdo pode ser acedido por terceiros e facilmente divulgado. Não partilhe conteúdos privados, principalmente com estranhos. Não publique fotos íntimas nas redes sociais, estas podem vir a ser utilizadas por terceiros. Se for vítima não tenha vergonha e reporte o seu caso às autoridades. Não pague a quantia exigida. Não estabeleça mais contactos com esse “amigo virtual” e bloqueie o mesmo das suas redes sociais. Não apague as conversas e imagens, pois podem servir de prova para identificar os agressores. Alerte o administrador da rede social para o informar que essas imagens ou vídeos foram publicados sem o teu consentimento, para que as mesmas sejam eliminadas», recomenda a GNR.  
Autor: Redação / NC