Valença vai voltar a afirmar-se como ponto de encontro da cultura vínica do Noroeste Peninsular com a realização da terceira edição do “Vinhos do Atlântico – Festa da Ribeira Minho”, nos dias 5 e 6 de junho. O evento reúne produtores, especialistas e apreciadores de vinho do Minho e da Galiza, numa iniciativa que pretende valorizar o património, a gastronomia e a identidade comuns dos dois territórios.
A iniciativa assume-se como mais do que uma mostra de vinhos, procurando promover o diálogo e a cooperação entre produtores, profissionais do setor, investigadores e instituições ligadas ao mundo vínico, com vista à valorização e internacionalização dos chamados vinhos atlânticos.
Um dos momentos centrais do programa será o fórum “Vinhos do Atlântico – Diálogos de Fronteira”, que pretende fomentar a reflexão sobre o futuro do setor vínico transfronteiriço e reforçar estratégias conjuntas de promoção dos territórios e das suas produções.
Entre os temas em debate estarão a cooperação entre Portugal e Galiza no setor do vinho, a valorização das castas autóctones, a afirmação das identidades territoriais e o posicionamento internacional dos vinhos produzidos sob influência atlântica no Noroeste Ibérico.
O programa inclui ainda a iniciativa “Harmonias Atlânticas: Degustar com Conhecimento”, que reunirá enólogos, historiadores e gastrónomos para uma reflexão sobre a forma como a história, o clima e as tradições influenciam a gastronomia e a produção vínica da região.
Além dos momentos de prova e debate, os participantes poderão integrar um roteiro de experiências vínicas em alguns dos espaços mais emblemáticos da Fortaleza de Valença. O percurso inclui passagens pelo Arquivo Municipal, pelo Centro de Interpretação das Fortalezas Abaluartadas da Raia (CIFAR), no Paiol do Açougue, pelo Centro de Interpretação dos Castelos e Fortalezas, no Paiol do Campo de Marte, e pelo Jardim Municipal.
Segundo a organização, o evento pretende reforçar a ligação histórica e cultural entre o Minho e a Galiza, promovendo um território vínico comum assente na influência atlântica e na partilha de tradições, conhecimento e património.