Contactado pela Lusa, Paulo Pimenta, técnico da Câmara de Ponte de Lima, destaca que a ação consiste na realização de um «peddy-paper que, simultaneamente, de forma lúdica e didática, ensina aos mais pequenos as características, comportamentos e necessidades específicas desta espécie autóctone».Paulo Pimenta sublinha que a «ação de educação e sensibilização ambiental», já realizada em Viana do Castelo e Caminha,visa semear nas gerações mais novas a consciência da necessidade de proteger o garrano e o seu habitat.
As inscrições para a atividade estão abertas até ao dia 14 de outubro, através de um formulário online. O ponto de encontro para o início da ação é unto ao Centro de Interpretação das Aldeias da Mesa dos 4 Abades e as crianças são aconselhadas a utilizarcalçado e vestuário confortável e prático, que protejam o corpo todo, avisa a autarquia, em comunicado.O desafio “Queres viver Uma Aventura com o Garrano?” é uma das ações do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima, que além de Ponte de Lima, envolve os municípios de Caminha e Viana do Castelo.O projeto é cofinanciado pelo programa Valorizar, do Turismo de Portugal, e tem uma dotação global de cerca de 135 mil euros. As ações começaram a ser implementadas em julho de 2020 e prolongam-se até junho de 2023, com vista à «construção de um destino equestre internacional».
Para o início de 2023, está programada a realização de diversas sessões de apresentação do Selo “O Seu Cavalo é Nosso Convidado”, visando esclarecer e mobilizar uma rede de operadores turísticos para a construção de um produto equestre no Alto Minho. Avereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Fabíola Oliveira, disse “tratar-se de uma organização pioneira de iniciativas criativas e diferenciadas de utilização do garrano ao serviço do turismo equestre, visando demonstrar formas diversas de integração desta raça equídea em atividades de animação turística”.Na quinta-feira, foi iniciada a discussão pública, publicada em Diário da República (DR), pelo prazo de 30 dias, do projeto do regulamento para atribuição do Selo Equestre.Fabíola Oliveira explicou que o projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima e a investigação científica, em curso, sobre equinologia, assente no garrano, «têm uma ligação grande» à criação da futura Área de Paisagem Protegida da Serra de Arga.A classificação, aprovada em 2020 pelas Câmaras de Viana do Castelo, Caminha, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, «aguarda-se para breve» e vai «assegurar a adoção de medidas de planeamento, ordenamento e gestão centradas na preservação e valorização integradas de diferentes tipos de património, natural, cultural e paisagístico, onde se integra o garrano».
A «articulação e exploração de sinergias entre o turismo equestre e outros produtos turísticos estratégicos à escala regional, especialmente com o turismo rural, o turismo de natureza e o touring cultural e paisagístico e a criação de uma rede intermunicipal de percursos equestres sinalizados e interpretados entre a Serra de Arga e o Vale do Lima, ligando os percursos já existentes» são alguns dos objetivos do projeto Vilas e Aldeias Equestres entre Arga e Lima. Prevê-se ainda a «promoção da valorização turística do garrano enquanto espécie autóctone e do seu habitat natural, bem como da sua dimensão cultural, consubstanciada na sua importância histórica e etnográfica para as comunidades rurais do Alto Minho».
Ao «abrigo deste projeto, está em curso a ampliação da rede de percursos equestres que alcançará perto de 100 quilómetros, com a criação de dois grandes itinerários intermunicipais», revelou.A rede intermunicipal de percursos equestres vai «criar uma espinha dorsal no território para a oferta de percursos a cavalo, permitindo aos operadores turísticos diversificarem os seus programas ou mesmo estimular a instalação de novos operadores».
Autor: Redação/Lusa