“A obra avançou em finais de 2017, antes das eleições autárquicas, e tinha um prazo de execução de 240 dias, mas entretanto parou e agora, em dias de chuva, praticamente só de barco é que se consegue aceder à escola”, referiu.
Jorge Capitão disse que, perante a “falta de respostas” por parte da Câmara, os três portões da escola vão ser fechados a cadeado, na quarta-feira, “para ver se alguém acorda para o problema”.
“Se quando chove o problema é passar a autêntica piscina que se forma à entrada da escola, no verão o problema é a poeira insuportável que se levanta”, acrescentou.
O presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira, disse que o problema está relacionado com as dificuldades financeiras da empresa que ganhou o concurso público para aquela obra de saneamento, orçada em 350 mil euros.
Segundo o autarca, a empresa entrou em incumprimento e a Câmara já iniciou os procedimentos para rescisão do contrato.
“São procedimentos sempre muito morosos”, referiu, sublinhando que a Câmara “compreende” o protesto dos pais e está “inteiramente solidária” com eles.
Vincou que a empresa “não abandonou a obra” e que tem feito os possíveis para minimizar os impactos, designadamente regando a rua para evitar as poeiras.
Admitiu, no entanto, que “quando chove muito” se registam “algumas complicações” no acesso à escola.
"Mas, neste momento, a Câmara não pode fazer mais nada. Vamos rescindir o contrato e abrir novo concurso público", rematou.
Autor: Redação / NC