«Nestes dois últimos anos tentei desempenhar da melhor forma possível o papel de vereador da oposição, apesar de todas as dificuldades e limitações, sobre as quais prefiro não me pronunciar (...). Encerro este trajeto com orgulho por aquilo que fiz enquanto exerci funções autárquicas, principalmente na presidência da Câmara Municipal, mesmo sabendo que não fiz tudo bem», frisa, acrescentando que «julgo ter dado algum contributo para o desenvolvimento do concelho onde nasci, onde cresci e onde sempre vivi».João Cepa foi presidente de Câmara de Esposende durante 15 anos, sempre pelo PSD, e foi nas últimas autárquicas candidato como independente. «Há dois anos tomei a decisão de me recandidatar à presidência da Câmara por 3 razões: para poder concretizar alguns projectos municipais que não tinha tido tempo e meios para concretizar, fruto da lei de limitação de mandatos; por não concordar e não me identificar com a estratégia e a política que estava a ser seguida pelo Município; e para responder afirmativamente a vários apelos para um regresso à atividade autárquica», justificou, mas consciente que a população, de forma inequívoca, entendeu que esse regresso «não era necessário e não se justificava, decisão que aceitei e respeitei», vaticinou.
Autor: Nuno Cerqueira