Segundo Rui Martins, o novo fio do portefólio da empresa famalicense "alia uma tendência para desporto e práticas ao ar livre com um conceito muito forte de sustentabilidade ao usar ma fibra que se está a posicionar para substituir as fibras plásticas, como o poliéster, porque é um biopolímero, ou seja, biodegradável".No novo produto, a Inovafil usa uma fibra de PLA (poliácido lático): "É biodegradável, é de produção sustentável, tem como base o milho, uma fonte renovável, pelo que requer menos energia e emite menos dióxido de carbono para a atmosfera que outros polímeros. Em condições ideais de compostagem (condições adequadas de luz, humidade, temperatura), degrada-se em meses, ao contrário de outros plásticos, como o poliéster, que demoram anos a decompor-se", salientou. Sobre a escolha do pelo do iaque, "uma espécie de búfalo originário dos Himalaias", Rui Martins explicou que "aparece associada à perceção de que as marcas estão atentas a novos conceitos, há procura de algum exotismo, mas também porque o pelo daquele animal que vive naquelas condições atmosféricas tem propriedades térmicas de regulação de temperaturas que podem ser úteis ao homem".
Esta solução foi desenvolvida pela equipa interna da Inovafil dedicada à Investigação e ao Desenvolvimento (I&D) em parceria com a empresa congénere Lurdes Sampaio.Empresa do universo Mundifios, a Inovafil nasceu em 2015 vocacionada para fazer fios especiais, contando com 120 trabalhadores e um volume de negócios de 18 milhões de euros, com uma quota de exportações diretas a "rondar os 30%" e uma capacidade produtiva de 160 toneladas de fio por mês.
Autor: Redação