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Construção de novo mercado em Viana do Castelo «é inevitável» com financiamento 2030

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Publicado em 17 de outubro de 2022, às 09:54

Mercado deverá ser construído no local onde, em maio, desapareceu o prédio Coutinho.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo disse esta manhã que a construção do novo mercado «é inevitável», no local onde, em maio, desapareceu o prédio Coutinho, com financiamento do Portugal 2030. A não realização deste projeto, sublinhou, «seria uma frustração coletiva».

«O mercado a ser financiado é pelo Portugal 2030. É nesse princípio que estamos a trabalhar. Acreditamos que no início do próximo ano as linhas de financiamento do Portugal 2030 serão mais claras, as condições em que podemos aceder ao quadro comunitário também», afirmou Luís Nobre.

Em declarações à Lusa, o autarca socialista adiantou que no final do primeiro trimestre de 2023 haverá mais «certezas» quanto à forma de acesso às linhas de financiamento. «Tenho de ter segurança relativamente ao financiamento. Eu posso avançar, aprovar o projeto, avançar com os procedimentos concursais, mas só adjudicarei [a obra] quando tiver a certeza relativamente ao financiamento. É um investimento muito grande. Tenho de ser cauteloso, e, vou sê-lo, de certeza absoluta», frisou.

Para Luís Nobre, a construção do novo mercado municipal de Viana do Castelo, numa obra estimada peloanterior presidente da autarquia, José Maria Costa, em nove milhões de euros, «é inevitável». No entanto, o atual autarca assegurou que tal deve acontecer sem «atropelar ou cometer excessos quando o momento [atual] diz que se deve avançar cautelosamente, ao encontro de soluções, em que o financiamento é parte importante».

Luís Nobre sublinhounão estar a «esconder nada» e que «sempre» disse que «a operação teria de ser feita no tempo certo, com todas as cautelas, sem fragilizar as condições financeiras do município», para não correr o risco de, «com vontade de querer resolver um problema, criar, outro, a montante». «Temos de fazer isto com tranquilidade e vamos fazê-lo. Vamos conseguir, como fomos competentes noutras situações muito exigentes, por exemplo, quando foi do financiamento de toda a requalificação urbana que aconteceu na cidade, ou do financiamento ao centro cultural. Também vamos encontrar uma solução para o mercado. Temos de ter calma, ser audazes e perspicazes na interpretação do que vão ser as fontes de financiamento», insistiu.

O autarca de Viana do Castelo adiantou ainda que o reajustamento do projeto do novo mercado municipal «ao atual contexto económico» estará concluído no final do mês. «Revisitamos o projeto no sentido de poder baixar um pouco o investimento. Essa revisitação está praticamente concluída, assim como toda a revisão do caderno de encargos e, dos orçamentos. Há o compromisso de no final deste mês me entregarem todo o processo concluído. Estou à espera dessa conclusão para interpretar o que vai ser apresentado pela equipa projetista», disse.

Para o edil, o «momento muito particular, muito exigente e muito complexo a todos os níveis, nomeadamente, ao nível financeiro, que a invasão da Ucrânia pelo Rússia veio criar, obriga a “cautela”». «Quando nós começámos a rever este projeto, não tínhamos este impacto do conflito militar que está a acontecer em plena Europa e temos de ter consciência disso. O mercado tem de ser construído, mas não é uma situação de vida ou de morte», frisou.

A desconstrução do prédio Coutinho, de 13 andares, prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, começou em fevereiro último.Em junho, os 42 metros de altura do complexo do prédio Coutinho, nome do empreiteiro que o construiu e com o qual foi batizado localmente, desapareceram da frente ribeirinha da cidade.


Autor: Redação/Lusa