A iniciativa junta ainda algumas freguesias do Vale do Homem, pois ainda há uma feirinha tradicional onde se podem encontrar produtos 100 por cento naturais.«Aqui será tudo biológico. Vem tudo das hortas que as pessoas têm em casa. É uma forma de valorizar os nossos produtos», refere o organizador da festa do caldo. No total estão envolvidos mais de duas dezenas de cozinheiros e adesão não tem idades.
«É uma recordação da saudável gastronomia campestre do interior minhoto», explica Mário Fernandes, da Associação Popular de Sabariz, que está a recuperar a tradição na região.«Desde que realizamos a primeira festa do pote que as pessoas começaram ao fim de semana a por o pote no lume», refere o promotor da iniciativa inserida também na Rota das Colheitas de Vila Verde. A concertina, onde não faltaram as desgarradas minhotas, vai acompanhar a listagem de caldos. Desde o de galinha, passando pelo «de rojoada», até o de «domingo de ramos», faziam as delícias de centenas de pessoas. Os ingredientes são diferentes de caldo para caldo, mas o segredo, segundo a sabedoria popular, está no modo de confecionar. «Não sei explicar, mas é diferente. O pote dá outro sabor ao caldo. Dizem que é da ser cozinhado na lenha. A verdade é que servimos em média 1500 litros de caldo», conta Fernando Silva, presidente da junta de Sabariz. [caption id="attachment_152220" align="" width="444"]
Foto: Nuno Cerqueira[/caption]
Autor: Nuno Cerqueira