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Alto Minho compromete-se a atingir neutralidade carbónica até 2050

Alto Minho compromete-se a atingir neutralidade carbónica até 2050
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Publicado em 31 de outubro de 2022, às 11:34

O Conselho da CIM Alto Minho aprovou o plano de ação integrado para a «transição energética» na região.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho quer atingir a neutralidade carbónica até 2050. Para isso, compromete-se a fazer uma «forte aposta na expansão das energias renováveis, na eficiência energética e na redução da dependência dos combustíveis fósseis importados».

Em comunicado, a CIM do Alto Minho, que agrega os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, adianta que o compromisso assumido, no âmbito da iniciativa europeia Pacto de Autarcas, integra plano de ação integrado para a «transição energética» na região.A comunidade aponta «três objetivos gerais», como a «redução do consumo de energia e, concomitantemente, a redução das emissões de carbono, o aumento da produção local de energia renovável e, portanto, aumentar as fontes de energia de baixo carbono e equilibrar a produção e o consumo de energia para alcançar o estatuto de território com balanço energético nulo».Para a CIM, «o caminho para que o Alto Minho se torne num território com balanço energético nulo ficou mais claro com a aprovação, na sexta-feira, em reunião do Conselho Intermunicipal do Alto Minho, daquele plano de ação».

No documento, os autarcas dos dez concelhos do Alto Minho acordam «trabalhar numa ação conjunta, coerente, concertada, consistente e integrada (vertical, horizontal e territorialmente) com a prioridade a ser colocada no aumento da eficiência energética, na diversificação e intensificação da produção de energia de base renovável, no incremento da produção de energia descentralizada (seja individual ou coletivamente, através do autoconsumo ou através de comunidades de energia)».Comprometem-se ainda a «modernizar os transportes públicos e de mercadorias» e a «apostar», cada vez mais, «numa mobilidade progressivamente integrada e sustentável, no reforço e modernização de infraestruturas, na investigação (incluindo deteção e monitorização), experimentação, inovação e competitividade, na promoção de processos, produtos e serviços de baixo carbono, na melhoria dos serviços de energia e, a apostar na capacitação, sensibilização e partilha de informação».

A «estratégia global que permitirá ao Alto Minho tornar-se um território com balanço energético nulo antes de 2050, em linha com o compromisso do Governo e com o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Alto Minho (Alto Minho 2030)» assenta «na forte aposta na expansão das energias renováveis, na eficiência energética e na redução da dependência dos combustíveis fósseis importados, e é apoiada por medidas destinadas a salvaguardar a segurança energética, a garantir uma transição justa e a promover a sensibilização e o envolvimento dos cidadãos».

Para além dos «aspetos técnicos e tecnológicos, o objetivo de um território com balanço energético nulo não poderá ser atingido sem o envolvimento e contributo de todos, famílias, cidadãos, empresas, instituições públicas, escolas, universidades». «Cada um, individual e coletivamente, terá de contribuir para reduzir o consumo energético no território, de modo que as necessidades residuais de energia possam ser satisfeitas por energia verde e sustentável, produzida e entregue localmente», apela a CIM do Alto Minho.

A «participação no projeto URB EN PACT – together towards net-zero energy cities permitiu ao território do Alto Minho, através de um processo de cocriação, utilizando uma abordagem participativa e com o apoio de um diversificado conjunto de agentes locais e regionais, tanto públicos como privados, planear a ação, para além de 2020, em matéria de transição energética e neutralidade carbónica/clima, aspirando o Alto Minho a tornar-se um território com balanço energético nulo antes de 2050».O plano de ação integrado «é o resultado deste processo de cocriação de 2,5 anos e, foi definido através de uma abordagem participativa, que beneficiou tanto dos contributos de uma grande variedade de agentes territoriais locais e regionais (através das reuniões do Grupo de Ação local Urbact) como de um intercâmbio frutuoso entre parceiros e peritos (através das reuniões transnacionais) e foi produzido no âmbito do projeto URB-EN PACT, financiado pelo programa URBACT».


Autor: Redação/Lusa