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Caminha com projeto educativo para promover inclusão através das artes

Caminha com projeto educativo para promover inclusão através das artes
Fotografia DR
Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 28 de outubro de 2026, às 14:16

O projeto-piloto vai abranger duas turmas do 1.º ano do ensino básico

A Câmara de Caminha vai implementar um projeto educativo que utiliza as artes para promover a inclusão social, a criatividade e o respeito pela diversidade entre os mais jovens, revelou hoje a autarquia.

O projeto-piloto vai abranger duas turmas do 1.º ano do ensino básico, uma no Vale do Âncora e outra no Vale do Coura, adiantou, em comunicado, aquele município do distrito de Viana do Castelo.

“Caso os resultados sejam positivos e os objetivos definidos sejam alcançados”, está previsto “alargar gradualmente o programa a mais turmas e escolas do concelho já no próximo ano letivo”, indicou a Câmara.

A iniciativa resulta de uma parceria com a Associação Yehudi Menuhin Portugal e da implementação do Programa MUS-E, que a autarquia diz ser “uma referência nacional e internacional na promoção da inclusão social, do respeito pela diversidade e da não discriminação através das diferentes expressões artísticas”.

“Criado sob a chancela de Yehudi Menuhin, o Programa MUS-E utiliza diferentes linguagens artísticas, como a música, as artes plásticas, o teatro e a expressão corporal, em contexto escolar, com o objetivo de desenvolver competências criativas, expressivas, relacionais e comunicativas nas crianças”, descreve a Câmara.

Através da arte, o projeto “promove a inclusão social e educativa, contribuindo para a prevenção de situações de discriminação, exclusão e violência, bem como para o reforço do diálogo intercultural, da igualdade de oportunidades e do respeito pelos direitos humanos”, acrescenta.

O município espera ainda reforçar a articulação com o Agrupamento de Escolas, os artistas e a comunidade local, a par de estimular a participação das famílias em atividades culturais.

Por outro lado, pretende “valorizar o património cultural e a identidade do território e contribuir para uma política municipal integrada nas áreas da educação, cultura e inclusão”.

As sessões têm uma duração semanal de 45 minutos por turma, estando previstas também ações de formação destinadas aos docentes e oficinas abertas à participação das famílias e da comunidade local.