A cerimónia evocativa do Dia do Município de Cabeceiras de Basto, Dia de Feriado Municipal, ficou, hoje marcada por uma mensagem do presidente da Câmara Municipal, Manuel António Teixeira, direcionada para o futuro.
O autarca cabeceirense lançou uma reflexão tendo por base a questão “que Cabeceiras de Basto queremos deixar aos nossos filhos e aos nossos netos?”. Em resposta, defendeu um concelho capaz de criar oportunidades para os jovens, valorizar os idosos, preservar as suas tradições e identidade e, simultaneamente, abraçar o futuro com «confiança, ambição e esperança».
A cerimónia evocativa do Dia do Município, realizou-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho, momento de grande simbolismo que foi antecedido pelo Hastear da Bandeira, que contou com a guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses.
No seu discurso, o presidente Manuel António Teixeira, destacou o significado do Dia do Município enquanto momento de reflexão sobre a identidade, o percurso e o futuro de Cabeceiras de Basto. Sublinhando que se celebra uma terra «com história, identidade e alma».Enalteceu também o legado deixado por gerações de cabeceirenses, afirmando que a melhor forma de honrar esse património é «estarmos à altura da responsabilidade de continuar a sua obra» e garantir que a herança recebida seja transmitida «ainda mais forte às gerações que virão depois de nós».
O autarca assinalou também os 50 anos do Poder Local Democrático, prestando homenagem a todos os eleitos e agentes autárquicos que, ao longo destas cinco décadas, contribuíram para o desenvolvimento do concelho.
«A todos devemos respeito. A todos devemos gratidão», afirmou, considerando que a história de Cabeceiras de Basto é «uma história coletiva, construída por muitas mãos e por muitos corações».
A concluir, o presidente da Câmara Municipal agradeceu a presença das diversas entidades que se associaram às comemorações, sublinhando que o Dia do Município deveconstituir «um momento de união, um momento de orgulho naquilo que somos, mas também um compromisso com aquilo que queremos ser», reforçando que «o mais importante é aquilo que somos capazes de construir juntos».
Por seu turno, o presidente da Assembleia Municipal, Manuel Sá Nogueira, destacou o significado do Dia do Município para a comunidade cabeceirense, sublinhando tratar-se de uma data profundamente enraizada na identidade e nas tradições locais, associada ao padroeiro S. Miguel.
Referiu, ainda, que as comemorações decorreram com êxito, graças ao empenho, dedicação e espírito de entreajuda dos autarcas e da população, evidenciando a importância destas festividades para os cabeceirenses.
«O balanço é o de uma alegria muito grande, de uma tradição que se cumpriu», disse Manuel Sá Nogueira.
Nesta sessão marcaram também presença vereadores, presidentes de Juntas de Freguesia e demais autarcas do município, e os presidentes das Câmara Municipais de Mondim de Basto, Vieira do Minho e Boticas. Realce também para a presença do comandante do Regimento de Cavalaria N.º 6; do comandante do Posto Territorial da GNR de Cabeceiras de Basto; do presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses e comandante dos Bombeiros; da coordenadora municipal de Proteção Civil; do diretor da Direção de Autarquias Norte da E-REDES, dos membros do Conselho de Administração da ULS do Alto Ave, dirigentes associativos e representantes das instituições e forças vivas do concelho, convidados e público.
Destaque também para a grandiosa procissão em honra do padroeiro, que saiu à rua às 17h00, com 37 andores, maioritariamente de flores naturais. Esta manifestação religiosa é um dos pontos altos do programa da Festa de S. Miguel e que regista, anualmente, a presença de milhares de visitantes.