Guimarães vai receber, no próximo dia 20 de setembro, a 1.ª Marcha a Cavalo D. Afonso Henriques. Cerca de 30 cavaleiros irão percorrer nesse dia algumas das principais artérias do centro histórico da cidade, numa iniciativa promovida pela Associação Veteranos Lanceiros de Portugal, em parceria com a Associação Cavalos com Tradição e com o apoio do Município de Guimarães.
Segundo a organização, a marcha tem início às 15h00, no Convento de Santo António dos Capuchos, e pretende homenagear D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, que se armou cavaleiro na Catedral de Zamora, Espanha, em 1125, bem como a tradição da Cavalaria Portuguesa.
A comitiva atravessará alguns dos espaços mais emblemáticos da Cidade-Berço como a Alameda de São Dâmaso, Largo do Toural, Rua de Santo António, Rua de Val de Donas, Rua da Rainha e Largo da República do Brasil, entre outros pontos do centro histórico, antes de regressar ao local de partida.
Um dos momentos centrais da iniciativa acontecerá junto ao Monumento em homenagem a D. Afonso Henriques, na Rua Conde D. Henrique, para onde está marcada uma cerimónia protocolar com intervenções e a entrega de insígnias aos participantes.
A iniciativa, subordinado ao lema “O primeiro Cavaleiro de Portugal”, irá evocar D. Afonso Henriques enquanto guerreiro e cavaleiro, estabelecendo uma ligação histórica entre a figura do primeiro Rei de Portugal, a tradição equestre, a Cavalaria e a fundação da nacionalidade.
De acordo com a organização, a participação dos Veteranos de Lanceiros de Portugal pretende também assinalar a continuidade de valores associados à Cavalaria Portuguesa, nomeadamente a coragem, a lealdade, a disciplina e os espírito de corpo.
A escolha de Guimarães para a realização da marcha assume particular significado pela ligação da cidade à história de D. Afonso Henriques e pela proximidade das comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, que se assinala em 2028, acontecimento determinante no processo que conduziu à formação da nacionalidade portuguesa.
A organização pretende que a marcha constitua também um momento de aproximação entre a população e o património histórico da cidade, convidando as famílias, visitantes, aficionados dos cavalos e todos os que gostam da história de Portugal a acompanhar a passagem dos cavaleiros pelas ruas do centro histórico.