O Cortejo Etnográfico das Feiras Novas atraiu, na tarde deste sábado, uma multidão de visitantes ao centro da vila de Ponte de Lima, que voltou a encher-se de cor, de música popular e tradição para celebrar a cultura, os usos e costumes de um concelho que mantém ainda uma forte marca do mundo rural.
Ao longo do percurso, centenas de participantes deram corpo a uma verdadeira viagem pelas memórias e costumes do concelho, num cortejo dedicado às atividades agrícolas e imbuído no espírito comemorativo dos 200 anos das Feiras Novas.
Os trajes tradicionais, os utensílios e trabalhos agrícolas, as actividades artesanais e as manifestações da cultura popular desfilaram perante uma multidão que se juntou nas ruas para assistir a um dos mais emblemáticos eventos das festividades em honra de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Ponte de Lima.
Carros alegóricos, grupos folclóricos, associações culturais e recreativas vindas de diferentes freguesias contribuíram para a riqueza e diversidade do cortejo, numa tarde de muito sol e calor.
Cada freguesia participante retratou um pouco da história e da vivência das comunidades locais, valorizando um património cultural que continua vivo nas gentes de Ponte de Lima.
Por entre cantares, danças e sons tradicionais, o desfile procurou divulgar e celebrar práticas, saberes, costumes e tradições que continuam a fazer parte da identidade cultural do concelho, num ambiente de grande entusiasmo e animação.
A gastronomia e os sabores tradicionais também marcaram presença. Ao longo do percurso alguns grupos ofereceram ao público petiscos como broa, chouriço, pataniscas, tremoços e azeitonas e também vinho verde servido nas tradicionais malgas minhotas.
A estes gestos e às atuações dos grupos, o público respondeu com aplausos, numa demonstração de afecto por uma tradição que permanece profundamente ligada à identidade limiana.
O presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Vasco Ferraz, aproveitou para agradecer aos liminanos, quer a forte participação nas Feiras Novas, quer a forma como recebem os visitantes de fora e mostram aquilo que de melhor há no concelho.
Este ano estiveram presentes 27 freguesias, mais seis que na edição anterior, representando as tradições, os usos e costumes e as profissões mais ancestrais.
Por norma, a organização costuma limitar a participação a 20 ou 21 freguesias, por uma questão de logística e conforto também dos participantes, mas este ano, como se celebra o bicentenário das Feiras Novas, as inscrições foram alargadas à participação de 27, o que estendeu a duração do cortejo por mais cerca de uma hora.
«É bom para quem vê, mas, às vezes, é muito duro para quem participa», reconheceu Vasco Ferraz, deixando uma palavra de apreço a todos quantos deram corpo ao cortejo e ajudaram a fazer a festa.