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Todas as escolas de Guimarães passam a integrar o Plano Nacional de Artes

Todas as escolas de Guimarães passam a integrar o Plano Nacional de Artes
Fotografia DM

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 10 de setembro de 2026, às 19:37

Município quer aproximar a comunidade escolar do meio cultural e patrimonial do concelho

O novo ano letivo vai iniciar em Guimarães com todas as escolas do concelho envolvidas no Plano Nacional de Artes. O número passou de seis agrupamentos escolares e duas escolas privadas, no início do ano letivo 2025/26, para 14 agrupamentos de escolas e duas escolas não agrupadas e três escolas privadas, no presente ano letivo.

«No total temos 19 instituições de ensino no Plano Nacional das Artes. Ou seja, o plano chega a todas as escolas do nosso concelho. É um resultado que nos orgulha», evidenciou, hoje, a vereadora da Educação da Câmara de Guimarães, Isabel Ferreira, na sessão de apresentação do Plano Municipal de Artes, Cultura e do Património nas escolas de Guimarães.

Contudo, a autarca referiu que esta a adesão total de escolas não representa o ponto de chegada. Pelo contrário, disse, agora é que irá começar o «verdadeiro desafio», nomeadamente de procurar alcançar todas as crianças e jovens, através de uma rede de partilha de «conhecimento, recursos, responsabilidades e confiança», envolvendo as escolas, a Oficina, os equipamentos culturais, os artistas, as instituições de ensino superior, as associações e os restantes parceiros do território e do Plano Nacional das Artes (PNA).

«Queremos que a escola conheça o território e queremos que o território entre na escola», sintetizou.

A Câmara Municipal de Guimarães e o PNA assinaram ontem um protocolo que formaliza e reforça a colaboração desenvolvida ao fim de um ano de trabalho.

Para Isabel Ferreira, o acordo representa também o reconhecimento, por parte do Comissariado do PNA, do trabalho desenvolvido no concelho e do compromisso assumido pelo município, pelas escolas e pelas instituições culturais.

Este protocolo abre caminho a uma etapa considerada mais ambiciosa - a implementação do Plano Municipal das Artes, Cultura e Património nas escolas de Guimarães. Um instrumento que integra o novo programa de artes para as Atividades Extra Curriculares (AECs) do município - o  “Rodopio” -, que cruza as artes performativas (desde a teatro e música), as artes visuais, cinema, fotografia, cianotipia, gravura e ilustração, e as artes tradicionais, valorizando também práticas como a holaria, a cerâmica e o património cultural e material.

A nova estratégia do município para as artes nas escolas pretende ir para além de atividades ou iniciativas em contexto escolar. O objetivo passa aproximar a comunidade escolar do meio cultural e patrimonial do concelho

«Não queremos criar mais um programa para as escolas, queremos, sim, construir um instrumento de política pública municipal que aproxime de forma continuada as escolas do ecossistema cultural e patrimonial de Guimarães», precisou Isabel Ferreira.

A vereadora defendeu uma visão mais alargada do conceito de educação, que não se limite ao espaço físico da escola, mas que aconteceça também nos museus, nos teatros, nas bibliotecas, nos arquivos, no património, no espaço público e nas comunidades.

Uma visão partilhada pelo comissário do PNA, Paulo Vale, segundo o qual este protocolo com a Câmara de Guimarães «é determinante» para permitir que os equipamentos culturais municipais «estejam em articulação com as escolas e os agrupamentos de escolas».

«É importante que os equipamentos culturais conheçam melhor as necessidades e os desejos das escolas para poderem responder na sua programação a esses desejos, e também as escolas conhecerem o que é que os programadores culturais da cidade estão a promover, a proporcionar para poderem levar os seus alunos a esse espaços e permitir que eles também tenham acesso a experiências artísticas que ainda não experimentaram», afirmou.

O PNA pretende assegurar aos alunos, aos professores e a toda a comunidade educativa o acesso à cultura, às artes e os património, numa perspetiva de formação pessoal e comunitária que abra novos horizontes, permita conhecer outras culturas, fomentar o pensamento crítico e garantir a saúde da democracia.