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Braga regista quatrocentos acidentes de moto e é o segundo distrito mais afetado

Braga regista quatrocentos acidentes de moto e é o segundo distrito mais afetado
Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 20 de agosto de 2026, às 14:11

Guarda Nacional Republicana divulga dados da sinistralidade rodoviária do primeiro semestre

O distrito de Braga foi o segundo mais afetado do país em sinistralidade rodoviária envolvendo veículos de duas rodas durante o primeiro semestre de 2026, contabilizando 421 acidentes. Os dados divulgados hoje pela Guarda Nacional Republicana (GNR) em comunicado revelam um cenário de elevado risco nas estradas nacionais, onde o número total de desastres superou os 3,6 mil casos entre janeiro e junho.

A nível nacional, a GNR registou 3 673 acidentes com motociclos e ciclomotores na sua área de intervenção. Destes, 2 871 resultaram em vítimas, provocando 52 mortos, 342 feridos graves e 2 650 feridos ligeiros. Embora o distrito do Porto lidere a contagem absoluta de acidentes com 632 ocorrências, Braga surge logo a seguir, à frente de Lisboa (397), Faro (388), Aveiro (365) e Setúbal (340).

Em termos de desfechos fatais, a distribuição geográfica dos óbitos incidiu com maior gravidade nos distritos de Santarém, com oito vítimas mortais, Faro, com sete, Aveiro e Setúbal, ambos com seis, e Porto, com cinco mortes registadas.

A análise aos fatores associados aos acidentes demonstra que a grande maioria dos sinistros com vítimas ocorre em ambiente urbano. Das 2 871 ocorrências que causaram danos físicos, 78,8% deram-se dentro das localidades, somando 2 263 acidentes, 31 mortos, 221 feridos graves e 2 139 feridos ligeiros. Fora das localidades ocorreram 608 acidentes com vítimas, nos quais perderam a vida 21 pessoas. Segundo explica a força de segurança, o tráfego intenso, os cruzamentos frequentes e as manobras constantes no meio urbano reduzem substancialmente o tempo de reação dos condutores, aumentando a probabilidade de colisão.

A faixa etária até aos 29 anos continua a concentrar o maior número de vítimas. Paralelamente, os veículos de média e grande cilindrada, com mais de 125cc, encabeçam os registos com 42,3% do total dos acidentes e 42,5% dos sinistros com vítimas. A maior potência e capacidade de aceleração destas motos encurtam a margem de manobra perante imprevistos, levando a que quase oito em cada dez acidentes resultem em lesões corporais para os ocupantes.

A força de segurança apela à adoção de regras defensivas de condução e à proteção acrescida dos motociclistas. A GNR alerta que a maior circulação de veículos de duas rodas nas estradas durante o período de verão torna a convivência responsável e o respeito mútuo essenciais para evitar novas tragédias.

Aos condutores de veículos ligeiros é aconselhada a verificação dos ângulos mortos, a sinalização antecipada das manobras e a manutenção de uma distância de segurança adequada. Aos motociclistas, recomenda-se a antecipação dos comportamentos dos outros utentes, a atenção aos ângulos mortos dos automóveis e a utilização rigorosa do equipamento de proteção.

Estes dados enquadram-se num panorama geral de subida da sinistralidade em Portugal. Segundo o portal do Observatório de Segurança Rodoviária, gerido pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), entre 1 de janeiro e 11 de agosto de 2026 foram contabilizados 93 012 acidentes nas estradas portuguesas, o que representa um aumento de 6 120 ocorrências face ao período homólogo. Desses sinistros resultaram 302 mortos, 1 756 feridos graves e 26 848 feridos ligeiros.