O professor e DJ português Pette estreia-se este fim de semana no festival de música eletrónica no Tomorrowland, na Bélgica, considerando a participação como uma oportunidade para mostrar aos jovens que é possível conciliar diferentes percursos profissionais.
“Também sou professor, dou aulas [de Gestão e Marketing] há 13 anos, em Viana do Castelo, no Porto e no Exército, e é algo fantástico, até para dar exemplo aos miúdos e à juventude de que podemos estudar, ter as nossas profissões e, ao mesmo tempo, ser DJs e seguir esta arte fantástica”, disse Pedro Rego (de nome artístico Pette).
Em declarações hoje à agência Lusa na cidade belga de Boom, onde hoje termina o primeiro fim de semana de dois do Tomorrowland, o também produtor explicou que a estreia no festival – que aconteceu no sábado ao lado do também português Diego Miranda –, representa “chegar a um sítio que qualquer DJ sonha, trabalha e se dedica” para alcançar.
“Significa um culminar de muita dedicação e amor à arte da música”, afirmou à Lusa, acrescentando que a participação é também uma “gratificação” pelo reconhecimento de quem o acompanha nas cabines “de norte a sul do país”.
Natural de Barcelos e a residir em Esposende, DJ Pette apontou que a oportunidade de tocar “surgiu do reconhecimento alcançado através das músicas produzidas e do reconhecimento pelos temas lançados”, em diferentes estilos de música eletrónica de dança.
Pette destacou que a estreia no festival belga aconteceu num momento importante da sua carreira, depois de ter participado no RFM Somnii, em Portugal, atuado na semana passada no Ultra Europe na Croácia e realizado três digressões pela Ásia.
“Este festival é um dos melhores do mundo e a projeção é fantástica”, disse ainda à Lusa, considerando que a participação no Tomorrowland, a par dos restantes compromissos internacionais, está a fazer de 2026 “um ano de excelência”.
A atuação representou ainda, segundo o DJ, uma oportunidade de levar ao festival a representação do norte de Portugal, ao lado da também portuguesa BIIA.
“Sou um dos DJs a representar o norte do país”, realçou Pette, que vê na presença de artistas portugueses no Tomorrowland um sinal da crescente projeção internacional da música eletrónica nacional.
A estreia no festival belga acontece numa edição que conta com a maior representação portuguesa de sempre, com Diego Miranda, Danni Gato, BIIA, Xinobi, MXGPU e ØTTA, além da fadista Marta Rosa, que participa no espetáculo principal e na Sinfonia da Unidade, a orquestra do Tomorrowland.
O Tomorrowland decorre em Boom, na Bélgica, entre 17 e 19 e 24 e 26 de julho, juntando cerca de 400 mil pessoas ao longo dos dois fins de semana, de mais de 200 nacionalidades.
O festival conta com mais de 850 artistas distribuídos por 16 palcos e está esgotado há vários meses.