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Autarcas exigem resposta política coordenada para problemas do rio Minho

Autarcas exigem resposta política coordenada para problemas do rio Minho
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 29 de junho de 2026, às 14:26

O documento “alerta para o agravamento de problemas associados ao assoreamento, perda de navegabilidade, erosão costeira, gestão de caudais, proliferação de espécies invasoras e degradação ecológica”

Os autarcas das duas margens do rio Minho exigem ao governo espanhol uma “resposta política coordenada” para os problemas associados ao assoreamento, perda de navegabilidade ou erosão costeira, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho explica que os municípios banhados pelo rio Minho entregaram na sexta-feira uma Declaração Institucional ao Governo de Espanha a defender “a construção de um Plano Operacional Conjunto para o Rio Minho, com prioridades definidas, responsabilidades identificadas e capacidade efetiva de execução”.

O documento “alerta para o agravamento de problemas associados ao assoreamento, perda de navegabilidade, erosão costeira, gestão de caudais, proliferação de espécies invasoras e degradação ecológica”, acrescenta o agrupamento que integra concelhos espanhóis e municípios do distrito de Viana do Castelo.

“A declaração foi entregue na Corunha, durante uma reunião da Comissão Permanente Internacional do Pacto Rio Minho com o delegado do Governo de Espanha na Galiza, Pedro Blanco Lobeiras, dedicada aos principais desafios que afetam o rio e à necessidade de reforçar a coordenação entre Portugal e Espanha”, explica o AECT, que é liderado pelo presidente da Câmara de Valença.

O documento sublinha que o rio Minho “constitui um recurso ambiental, social, económico e identitário estratégico para os dois países, mas que os seus principais desafios continuam sem merecer uma atenção política proporcional à sua importância”.

De acordo com o AECT, o delegado do Governo de Espanha na Galiza “comprometeu-se a transmitir a declaração e as preocupações apresentadas à ministra para a Transição Ecológica e o Reto Demográfico, Sara Aagesen Muñoz, bem como ao respetivo secretário de Estado do Meio Ambiente”.

O delegado assumiu também o compromisso de a fazer chegar ao Ministro dos Assuntos Exteriores “a proposta de realização de uma futura Cimeira Luso-Espanhola no território do AECT Rio Minho”.

“Foi igualmente abordada a possibilidade de promover uma visita ao território por parte de responsáveis do Governo de Espanha na área do Ambiente, acompanhada de uma mesa de trabalho com representantes portugueses”, segundo o AECT.

Na reunião de sexta-feira estiveram presentes o diretor do AECT Rio Minho, José Manuel Vaz Carpinteira, a alcaldesa de Salvaterra de Miño, Marta Valcárcel Gómez, o alcalde de Tui, Enrique Cabaleiro González, a alcaldesa do Rosal, Ánxela Fernández Callís, o presidente da Câmara de Melgaço, José Albano Domingues, e a vereadora da Câmara de Caminha Ana Maria Costa da Rocha.

Com sede em Valença, o AECT Rio Minho foi criado em 2018 e integra 26 municípios, os 10 concelhos do Alto Minho e os 16 municípios galegos da província de Pontevedra, abrangendo um território com mais de três mil quilómetros quadrados e uma população superior a 376 mil habitantes.