Este caminho atravessa 15 municípios: Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras, Guimarães, Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença - os dois últimos concelhos abrangidos pelo itinerário certificado do Caminho Português de Santiago Central - Porto e Norte, sustenta.
O pedido de certificação do Caminho Português de Santiago - Caminho de Torres - Região Norte tem a concordância dos municípios atravessados e apresenta condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação, assinala o DR.
A sua certificação visa reconhecer e preservar o património cultural e natural associado ao Caminho de Santiago e assegurar os serviços de apoio adequados aos peregrinos.
Ao longo do traçado, o itinerário tem vários pontos históricos de peregrinação, nomeadamente edificações religiosas e civis que se interligam à devoção a Santiago e que servem de testemunho, material e imaterial, da presença de peregrinos e viajantes no itinerário desde a época medieval.
Entre os quais está a Sé de Lamego e a capela de São Sebastião, o túmulo de São Gonçalo e a ponte sobre o rio Tâmega em Amarante, o Mosteiro de Pombeiro, a imagem de Santa Maria de Guimarães e a colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, os conventos de São Francisco e de São Domingos, a Catedral de Braga e a ponte de Ponte de Lima, um dos símbolos mais emblemáticos das peregrinações jacobeias em território nacional.
“A dimensão patrimonial do Caminho de Torres é um dos fatores de destaque deste itinerário”, refere a publicação do DR.
O caminho atravessa duas unidades classificadas de património mundial - o Alto Douro Vinhateiro e o Centro Histórico de Guimarães – e passa ainda por outras áreas de relevância nacional e internacional.
Este itinerário tem “uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”, sustenta.
“A fundamentação da antiguidade do itinerário e do uso consistente até ao presente encontra-se documentada por uma rigorosa pesquisa académica, suportada por registos escritos, vestígios arqueológicos e outros bens patrimoniais de relevo. Destaque natural para o relato de Torres Villarroel, peregrino que dá nome ao itinerário”, ressalva.