O incêndio rural que deflagrou na noite de ontem, na freguesia de Valdosende, concelho de Terras de Bouro, registou um forte agravamento e um enorme reforço de meios ao longo do dia.
O combate, que, esta manhã, pelas 06h30, contava com apenas 75 operacionais e 18 veículos, numa encosta de difícil acesso, atingiu o seu pico de força ao final da tarde, altura em que o combate mobilizava perto de duzentas forças de socorro, apoiadas por 58 viaturas e sete meios aéreos.
Segundo adiantou fonte do Comando Sub-regional do Cávado, o incêndio manteve duas frentes ativas a consumir mato denso, sublinhando a mesma fonte que, apesar da intensidade das chamas, não existiam habitações ou outras estruturas em risco.
À hora de fecho desta edição do Diário do Minho (21h00), o dispositivo no terreno permanece robusto, com 181 operacionais e 55 meios terrestres empenhados na supressão do fogo.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu, também, um aviso à população, alertando para o perigo de incêndio rural, classificado de «muito elevado a máximo» na generalidade do território nacional devido ao tempo quente e seco. De acordo com o IPMA, prevê-se um severo agravamento meteorológico, com o termómetro a atingir os 40ºC em várias regiões, humidade inferior a 30% e vento forte nas terras altas com rajadas até 70 km/h, o que eleva a dificuldade nas ações de supressão.
Face a este cenário, a Proteção Civil recorda a proibição total de realizar queimadas, queima de amontoados ou o uso de fogo para confeção de alimentos em espaço rural. É igualmente proibida a utilização de motorroçadoras, corta-matos ou destroçadores.
A ANEPC apela à adequação de comportamentos e recorda cuidados essenciais com a saúde devido ao calor, como a hidratação reforçada de doentes crónicos, crianças e idosos. de roupas frescas e protetor solar.