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Caminha recebe nova Estação Salva-Vidas entre outubro e novembro

Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 26 de maio de 2026, às 18:40

A Estação Salva-Vidas de Caminha deverá entrar em funcionamento entre outubro e novembro, segundo a Autoridade Marítima Nacional.

A futura Estação Salva-Vidas (ESV) de Caminha deverá entrar em funcionamento entre o final de outubro e o início de novembro, segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN), que prevê ainda o reforço gradual da tripulação nos meses seguintes.

A informação foi avançada pelo diretor-geral da AMN, Nuno Chaves Ferreira, que confirmou a assinatura do contrato de adjudicação da obra, acrescentando que os trabalhos deverão arrancar em breve e terão uma duração aproximada de cinco meses. «Se não escorregar o prazo, ficará pronta no fim de outubro, início de novembro», referiu.

Na fase inicial, a nova estação contará com dois tripulantes, sendo que o efetivo deverá aumentar para quatro no primeiro semestre de 2027, após a conclusão de concurso e formação. O objetivo, a médio prazo, passa por atingir seis elementos.

Segundo a AMN, a nova ESV de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, irá reforçar os meios já existentes na capitania local, mantendo a articulação com a Polícia Marítima e com a estação de Viana do Castelo. «Nada disto vai beliscar aquilo que existe hoje em dia», assegurou Nuno Chaves Ferreira, sublinhando que a capacidade de resposta será reforçada.

A nova unidade ficará equipada com uma embarcação semirrígida de salvamento marítimo e uma mota de salvamento, esta última prevista para entrar em funcionamento já durante a época balnear. Estes meios permitirão intervenções mais rápidas ao longo da faixa costeira entre Vila Praia de Âncora e a foz do rio Minho, bem como no troço internacional até Valença.

A infraestrutura ficará instalada na foz do rio Minho, num antigo hangar do Instituto de Socorros a Náufragos, que será reabilitado, incluindo a beneficiação do pontão de acesso, atualmente em fundeadouro.

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, considerou o projeto «um passo decisivo no reforço da segurança marítima» num concelho com forte ligação ao mar, nomeadamente à pesca e às atividades náuticas.

O investimento integra um protocolo entre a autarquia e a Direção-Geral da Autoridade Marítima, no qual o município assegura uma comparticipação até 50% da empreitada, num valor máximo de cerca de 196,8 mil euros.