Os Festivais Gil Vicente regressam a Guimarães entre 4 e 13 de junho com três estreias absolutas, numa edição que assinala o início de um novo ciclo artístico sob a direção de Bruno dos Reis.
Segundo a organização, o programa cruza artistas de diferentes geografias, novos criadores e nomes já afirmados, bem como iniciativas dedicadas ao pensamento, à formação e à experimentação de formatos.
«É uma edição marcada pela herança, renovação e criação contemporânea, afirmando o festival como um lugar de encontro, questionamento e criação coletiva», afirma, num comunicado.
O festival decorrerá em vários espaços da cidade, nomeadamente no Centro Cultural Vila Flor, Teatro Jordão, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Círculo de Arte e Recreio e Convívio Associação Cultural, e inclui espetáculos, masterclasses, ensaios abertos e iniciativas dedicadas à escrita e pensamento crítico.
Entre os principais destaques da edição de 2026 estão três estreias absolutas. Isabél Zuaa apresenta “AFRO SAL.OYÁ”, um espetáculo que explora o som e o seu impacto no corpo, nas vivências e nas memórias a partir do vasto legado cultural africano e europeu. Já Lúcia Pires estreia “Álbum de Família”, uma das criações vencedores da 4.ª edição do Projecto CASA, centrada nas questões da herança, identidade e memória familiar. A companhia N.A.V.I.O., em colaboração com TERB, apresenta “Pela Boca Morre”, uma performance interativa em formato de quiz sobre a relação contemporânea com a informação.
O festival arranca no dia 4 de junho com “Gatilho da Felicidade”, de Ana Borralho & João Galante, na Black Box do CIAJG.
No dia 5 estreiam “Pela Boca Morre”, de Tomé Nunes Pinto, e “Álbum de Família”, de Lúcia Pires.
A 6 de junho, entra em cena “Ivu’kar”, um espetáculo de João Grilo. No mesmo dia é apresentado ainda “Só mais uma Gaivota”, da Formiga Atómica, inspirado no universo de Tchékhov. Ambos os espetáculos contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP).
Na segunda semana do festival, destaque para “AFRO SAL.OYÁ”, de Isabél Zuaa, a 11 de junho, e para m “TOSHIIB4”, de Luísa Guerra, no dia 12, projeto vencedor da 8.ª edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, uma criação coproduzida pel’A Oficina.
Para o último dia, 13 de junho, estão reservadas experiências imersivas e formatos híbridos, nos Jardins do Palácio Vila Flor.
O espetáculo final presenteia o público com uma revisitação a “Tudo em Avignon e eu aqui”, criação de Bruno dos Reis.
A edição termina em ambiente festivo com “O Retiro dos Festivais”, iniciativa desenvolvida em parceria com os amigos do Festival do Retiro e do Convívio, com a participação de Rafa Jacinto e Rui Araújo.
Antes do arranque oficial, entre 28 de maio e 3 de junho, decorre a ante câmara “Criações em Curso”, integrada na rubrica “Criação Crítica” do Teatro Oficina, com ensaios abertos, apresentações finais de alunos da Universidade do Minho e momentos de reflexão crítica.
Destaque ainda para as masterclass “Unreliable Narrator”, orientada por Luanda Casella, e continuidade da rubrica “hipertexto”, que promove a escrita crítica de artistas em ambiente digital.
Os Festivais Gil Vicente são uma organização conjunta d’A Oficina, do Município de Guimarães e do Círculo de Arte e Recreio.