As comemorações do 25 de Abril no distrito de Braga ficaram marcadas por sessões solenes, iniciativas culturais e momentos de forte participação comunitária, numa evocação dos valores da liberdade, da democracia e da cidadania. Assinalando os 52 anos da Revolução dos Cravos, o programa integrou discursos institucionais, homenagens, concertos e ações simbólicas, reforçando a importância da memória de Abril e do seu significado no presente.
Vila Verde
Em Vila Verde as comemorações do 25 de Abril ficaram marcadas pelo anúncio de duas vias estruturantes para o concelho, que assumiu que «irá avançar a expensas próprias» com o Eixo Norte-Sul da variante à sede e com a ligação da Vila de Prado ao parque industrial de Oleiros. Durante a sessão solene, a presidente da Câmara, Júlia Fernandes, garantiu que com estes projetos, há muito adiados, o Município vai dar resposta a «congestionamentos de trânsito absolutamente infernais» e impulsionar o crescimento económico.
Na intervenção evocativa dos 52 anos da revolução, a autarca enquadrou estas prioridades nos desafios atuais da democracia, defendendo que «o regime democrático necessita ser continuamente alimentado e robustecido» e que a descentralização deve traduzir-se em maior capacidade de decisão das autarquias.
Guimarães
Já em Guimarães, a sessão solene, no Teatro Jordão, evocou a liberdade e a cidadania, com Rui Armindo Freitas a defender que «todos somos políticos» no quotidiano, sendo a política «um exercício de cidadania». O presidente da Assembleia Municipal considerou, ainda, que celebrar Abril exige responsabilidade, lembrando que «não adiar o que tem de ser resolvido» é essencial, sobretudo, ao nível do poder local.
Famalicão
Por Vila Nova de Famalicão, o presidente da Câmara, Mário Passos, destacou que «Abril não foi apenas uma mudança de regime. Foi uma mudança de vida», sublinhando o impacto da democracia nos direitos e oportunidades. O autarca frisou que cumprir Abril implica responsabilidade nas decisões, apontando o desenvolvimento do concelho como reflexo desse compromisso. Já João Nascimento, presidente da Assembleia Municipal, salientou que a data «pede-nos, sobretudo, exigência, ética e competência», alertando que «o verdadeiro desafio já não é ter voz, mas saber usá-la com consciência».
Barcelos
Em Barcelos, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, recordou que Portugal viveu «o mais longo regime autoritário do século XX na Europa», destacando a descentralização como «uma das mais importantes» conquistas de Abril. O autarca destacou a evolução do concelho nas últimas décadas, mas alertou para «uma certa crise de memória», apelando à defesa contínua da democracia.
Póvoa de Lanhoso
Através das redes sociais, o presidente da Câmara Municipal de Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, defendeu que devemos comemorar esta «era de libertação», deixando um apelo aos mais jovens, para que se «comprometam com essa liberdade e com essa democracia», não deixando cair por terra valores como «a paz, a democracia e a liberdade».
Já as comemorações incluíram o hastear da bandeira, a visita ao Jardim Mural do 25 de Abril e uma evocação junto ao monumento dedicado à data, com a participação do escritor Pedro Chagas Freitas.
Esposende
Também em Esposende, as comemorações do 25 de Abril integraram a sessão solene da Assembleia Municipal, onde o presidente da Câmara, Carlos Silva, destacou o caráter intemporal da data, afirmando que «o 25 de Abril permanece como um marco fundador da nossa democracia», reforçando a responsabilidade coletiva de preservar e aprofundar os valores conquistados. O autarca defendeu que «celebrar Abril é também projetar o futuro», apontando para a importância de envolver as novas gerações nesse compromisso.
Caminhadas da Liberdade
Em Nogueira, Fraião e Lamaçães, a “Caminhada da Liberdade” reuniu centenas de participantes num momento de convívio e celebração. Também em Fradelos, a iniciativa, organizada pela Associação de Pais, juntou cerca de 130 pessoas, promovendo a atividade física, o espírito comunitário e a valorização dos ideais de Abril.