A espada da estátua de D. Afonso Henriques em Guimarães, retirada em novembro de 2025, devido ao desaparecimento de uma peça essencial à sua estabilidade, vai ser hoje recolocada no monumento, indicou o presidente do município.
“Tiveram início esta manhã os trabalhos técnicos necessários para a recolocação da espada na estátua do D. Afonso Henriques, sendo que, até ao final do dia de hoje, já deveremos ter a estátua, que foi criada por António Soares dos Reis, em condições condignas com a nossa História e com o nosso património”, afirmou Ricardo Araújo, durante a reunião camarária, no período antes da ordem do dia.
Em 21 de novembro de 2025, um comunicado conjunto da câmara de Guimarães e do Paço dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães e Igreja de S. Miguel do Castelo (monumentos sob a tutela da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E) justificava, sem referir que peça tinha desaparecido, que a “remoção preventiva da espada” iria permitir garantir a correta preservação da estátua, enquanto decorressem os procedimentos técnicos necessários.
“Dou esta informação porque sei [a] carga simbólica que tem a estátua para todos nós, para todos os vimaranenses, mas também para deixar o alerta – que, naturalmente, todos nós partilhamos – [e] desejar que estes atos que, infelizmente, periodicamente vão acontecendo deixem de acontecer. O respeito pela nossa História passa também pela valorização e o cuidado dos nossos monumentos e do nosso património”, acrescentou o autarca de Guimarães.
O comunicado conjunto emitido em novembro pela câmara de Guimarães, distrito de Braga, e pela direção do Paço dos Duques de Bragança dava também conta de que “o caso havia sido comunicado às autoridades competentes, que se encontravam a desenvolver as diligências adequadas”.
Contactada nessa ocasião pela agência Lusa, fonte policial referiu que a peça desaparecida estava colocada junto ao punho e permitia dar estabilidade à espada.
A mesma fonte disse que a investigação transitou para a Polícia Judiciária, já que se trata de um eventual crime contra o património, neste caso cultural.
A escultura, da autoria de Soares dos Reis, foi inaugurada em 20 de setembro de 1887, pelo rei D. Luís, no atual Largo de São Francisco.