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Alargamento de aterro na Póvoa de Lanhoso em consulta pública até 12 de maio

Alargamento de aterro na Póvoa de Lanhoso em consulta pública até 12 de maio
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 14 de abril de 2026, às 14:05

projeto visa “aumentar a capacidade de deposição e o alargamento do Aterro, com a construção/implantação de uma nova célula”

O alargamento e reengenharia do aterro sanitário da Braval na Póvoa de Lanhoso, que aumenta a disponibilidade em 10 anos, servindo seis municípios do distrito de Braga, está em consulta pública até 12 de maio.

O projeto está localizado nas freguesias de Ferreiras e Lanhoso, na Póvoa de Lanhoso, e Pedralva, de Braga, e visa “aumentar a capacidade de deposição e o alargamento do Aterro, com a construção/implantação de uma nova célula”, pode ler-se no portal Participa hoje consultado pela Lusa.

O Ecoparque da Braval tem, assim, duas intervenções distintas propostas por aquela empresa: a reengenharia das duas células existentes, que serão unidas, permitindo aumentar em 525.540 metros cúbicos o volume de deposição de resíduos (em março de 2025, a capacidade disponível era de 244.693 m3), e uma nova célula.

Segundo o estudo de impacte ambiental (EIA), a nova célula de aterro, a sul do atual, permite ampliá-lo numa área de cerca de seis hectares, disponibilizando um volume adicional de deposição de 820 mil metros cúbicos.

A Braval é a concessionária do sistema multimunicipal de triagem, recolha seletiva, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos no baixo Cávado, albergando, atualmente, Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde.

Ao todo, serve cerca de 300 mil habitantes, estimando o estudo de impacte ambiental, assinado pela Consultoria e Projectos de Ambiente, Lda, que estes produzam por ano cerca de 150 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos.

A avaliação do estudo, um dos documentos em consulta pública, nota que a informação disponível “evidencia que a grande maioria dos resíduos não é valorizada”, antes depositada em aterro, apesar das unidades que visam a valorização, e assinala também que as principais queixas relacionadas com a operação da Braval “estão relacionadas com os odores”.

Se a reengenharia está já “em curso”, uma nova célula permitirá expandir para lá dos dois anos previstos que a reengenharia consegue ganhar, nomeadamente para “uma vida útil estimada de 8,2 anos”.

Segundo o EIA, os principais impactes ambientais negativos na fase de construção “relacionam-se com o rebaixamento do nível freático, a compatibilidade com os instrumentos de gestão territorial e com a ocorrência de solos e rochas sobrantes”.

Depois, o rebaixamento do nível freático mantém-se como impacte na fase de exploração, assim como “o efeito de intrusão visual na paisagem”, mas o EIA conclui que o projeto “reúne condições para ser executado”.

Além do alerta quanto ao nível freático, a área de implementação da nova célula é “muito perturbada sob a perspetiva conservacionista”, e na envolvente existe a Ribeira de Reamondes, comprometida no estado de conservação e por “ainda assim albergar ou atrair espécies de flora e fauna”, com vestígios de raposas e javalis nas proximidades.

Já publicado em Diário da República, em 2023, foi o reconhecimento de interesse público estratégico da utilidade pública municipal do alargamento, dada a necessidade de afetar área da Reserva Ecológica Nacional (REN).