twitter

Presidente da Câmara de Vila Verde destaca importância da olaria da vila de Prado no país

Presidente da Câmara de Vila Verde destaca importância da olaria da vila de Prado no país
Fotografia DM

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 11 de abril de 2026, às 18:48

Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica recebeu primeiras Jornadas Culturais do Cávado

A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde destacou hoje a importância histórica e identitária da tradição oleira na vila de Prado e em algumas freguesias vizinhas, na sua intervenção aquando da abertura das primeiras Jornadas Culturais do Cávado, este sábado, em Prado.

«A olaria é uma referência da história da Vila de Prado e de toda esta região, mantendo-se ainda hoje em atividade talentosos artesãos que ajudam a perpetuar e a revitalizar técnicas ancestrais», afirmou Júlia Fernandes.

Na sessão, presidida pelo secretário de Estado da Cultura, a autarca recordou que a vila de Prado é historicamente reconhecida como um dos mais importantes núcleos da olaria tradicional portuguesa, nomeadamente no que respeita à produção de barro preto.

Várias coleções de peças antigas em cerâmica, incluindo de barro preto, estão em exposição em diferentes espaços do Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica. A este legado juntam-se as peças da mostra inaugurada ontem, pertença de Emílio Pereira, um oleiro e colecionador daquela localidade que está ligado ao trabalho do barro desde tenra idade. Além desta mostra, que pode ser apreciadas até ao dia 9 de maio, foi inaugurada a exposição “Maria da Fonte”, da autoria de Paulo Sá Machado.

O centro tem também um oleiro residente que cria peças de barro, à roda, e dinamiza ateliês de olaria abertos ao público.

Na visita à oficina, acompanhada pelo secretário de Estado, Júlia Fernandes sublinhou o papel estratégico deste espaço cultural na valorização do património local e na aproximação entre tradição e contemporaneidade.

Município garante continuidade das Jornadas

As Jornadas Culturais do Cávado terão continuidade nos próximos anos, garantiu hoje a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, referindo que o evento representa um compromisso estratégico com a valorização e a promoção da identidade cultural do concelho.

À margem da primeira edição, realizada no Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica, na vila de Prado, a autarca afirmou aos jornalistas que estas jornadas «serão com certeza as primeiras de muitas», destacando a existência de inúmeras figuras e referências culturais no concelho que merecem ser homenageadas.

Na área da literatura, citou Dom João de Aboim, natural de Aboim da Nóbrega (1213–1285), e de João Lobo, natural de Mós (1952–2021), entre outras personalidades que integram a herança cultural do território e cuja memória, segundo sublinhou, deve ser preservada e celebrada.

Questionada sobre se a próxima edição voltará a ser no Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica, a presidente da Câmara explicou que essa decisão será ponderada em função das figuras e temáticas a homenagear, admitindo a mudança de localização.  Recordou que a escolha deste espaço, em Prado, para a primeira edição esteve relacionada com o seu valor histórico, nomeadamente por ter sido residência de D. João de Castro, personalidade evocada no âmbito do programa.