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Montenegro anuncia na Barca reforço histórico dos meios de combate aos fogos

Montenegro anuncia na Barca reforço histórico dos meios de combate aos fogos
Fotografia Diana Carvalho

Carla Esteves ,

Diana Carvalho ,

Ana Oliveira

Publicado em 02 de março de 2026, às 16:58

No terreno estarão 15 149 operacionais, 2596 equipas, 3463 veículos e 81 meios aéreos

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou ontem, em Ponte da Barca, a que haja uma verdadeira cooperação e articulação entre as administrações central e local, de maneira a que «todos hajam como um só» na defesa das pessoas e do património, para que o reforço dos meios de combate aos incêndios rurais, «não se fique pelos números, mas se traduza em resultados».

Em Ponte da Barca, o Governo apresentou um  Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 (DECIR 2026) reforçado em termos de meios terrestres e com o maior número de meios aéreos de sempre.

Para os meses mais críticos, entre 01 de julho e 30 de setembro, denominado “Nível Delta’”, estão previstos um total de 15149 operacionais, 3463 viaturas, 2596 equipas e 81 meios aéreos (incluindo dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa e meios da AFOCELCA).

«Nós todos, nós governo, nós autarcas, nós Forças de Segurança, nós Forças Armadas, nós Departamentos do Estado, nós somos um. Nós somos o poder público, as instituições públicas ao serviço da comunidade. E, portanto, é assim que nós temos de responder», afirmou o primeiro-ministro, salientando que «só com este exemplo nós podemos também pedir, se não mesmo exigir, às pessoas que cumpram connosco também o sentido cívico e de colaboração que nós precisamos».

Reforçando a importância da prevenção Luís Montenegro, pediu assim, a todos um esforço renovado na limpeza dos terrenos, e reforçou a importância de não compactuar com comportamentos  negligentes.

Para o governante  «não basta exibir números, temos de exibir resultados. A única preocupação são as pessoas, o património, independentemente, de onde estão os riscos».

«Se temos muito mais viaturas, máquinas de rasto, mais equipas e disponibilidade, não nos podemos conformar com o mesmo resultado ou resultados piores. Queremos melhores resultados. Os investimentos têm de ter esse retorno», reforçou.

Também durante a cerimónia, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou para breve a aprovação de um regime para as áreas integradas de gestão da paisagem, que prevê a remoção do material lenhoso até 1 de junho e a sua colocação do material no mercado».

Por seu turno, o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre , sublinhou o empenho das  entidades envolvidas no DECIR, desde bombeiros voluntários, Proteção Civil militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais, entre outros.

Augusto Marinho pede alteração de regime sucessório.


 

Combate. O presidente da Câmara da Ponte da Barca, Augusto Marinho, defendeu, ontem, na cerimónia, duas medidas que considera fundamentais para um combate mais eficaz aos fogos, nomeadamente a alteração do regime sucessório, para melhor identificar os proprietários dos terrenos e o registo cadastral nacional

Augusto  Marinho recordou o incêndio rural severo, que no dia 26 de julho do ano passado deflagrou em Ponte da Barca, tendo lavrado durante 14 dias seguidos,  e agradeceu o trabalho realizado por todos os efetivos das forças  de proteção e por todos os cidadãos que combateram as chamas.