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Forte agitação marítima coloca Paredão de Moledo novamente em risco

Forte agitação marítima coloca Paredão de Moledo novamente em risco
Fotografia DR

Rita Cunha

Jornalista

Publicado em 02 de março de 2026, às 17:39

Equipas estiveram ontem no local para que seja possível avançar com uma solução duradoura

A forte agitação marítima verificada nos últimos dias, fez com que o Paredão de Moledo voltasse a registar um abatimento significativo na parte lateral ao intervencionado. Segundo o município, «o paredão não derrocou totalmente graças à intervenção de emergência realizada no passado mês». No entanto, «a intensidade e progressão do mar voltaram a provocar danos relevantes, colocando atualmente esta infraestrutura em risco efetivo de colapso».


Perante a «gravidade da situação e a necessidade de uma resposta estrutural e definitiva», a presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, em articulação com a presidente da Junta de Freguesia de Moledo e Cristelo, Goreti Verde, «encetou de imediato contactos institucionais com a Agência Portuguesa do Ambiente» para desencadear, «com carácter de urgência, os procedimentos necessários para uma intervenção global em toda a extensão do paredão, garantindo a sua estabilidade, a proteção de pessoas e bens e a salvaguarda de um elemento fundamental para a segurança e identidade daquele território costeiro».


A presidente da autarquia sublinha que «este é um momento que exige responsabilidade, cooperação institucional e uma resposta célere por parte das entidades competentes, para que seja possível avançar com uma solução estrutural duradoura que responda à vulnerabilidade crescente da nossa frente marítima».


O Município reforça que a segurança das pessoas é a prioridade absoluta, pelo que ontem estiveram no local «todas as equipas necessárias para as diligências imediatas necessárias».
«Apela-se a toda a população para que não se aproxime da zona afetada, atendendo ao risco real de derrocada do paredão. Este comportamento responsável é essencial para evitar situações de perigo e permitir que as avaliações técnicas e futuras intervenções decorram em condições de segurança», realça.