A forte agitação marítima verificada nos últimos dias, fez com que o Paredão de Moledo voltasse a registar um abatimento significativo na parte lateral ao intervencionado. Segundo o município, «o paredão não derrocou totalmente graças à intervenção de emergência realizada no passado mês». No entanto, «a intensidade e progressão do mar voltaram a provocar danos relevantes, colocando atualmente esta infraestrutura em risco efetivo de colapso».
Perante a «gravidade da situação e a necessidade de uma resposta estrutural e definitiva», a presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, em articulação com a presidente da Junta de Freguesia de Moledo e Cristelo, Goreti Verde, «encetou de imediato contactos institucionais com a Agência Portuguesa do Ambiente» para desencadear, «com carácter de urgência, os procedimentos necessários para uma intervenção global em toda a extensão do paredão, garantindo a sua estabilidade, a proteção de pessoas e bens e a salvaguarda de um elemento fundamental para a segurança e identidade daquele território costeiro».
A presidente da autarquia sublinha que «este é um momento que exige responsabilidade, cooperação institucional e uma resposta célere por parte das entidades competentes, para que seja possível avançar com uma solução estrutural duradoura que responda à vulnerabilidade crescente da nossa frente marítima».
O Município reforça que a segurança das pessoas é a prioridade absoluta, pelo que ontem estiveram no local «todas as equipas necessárias para as diligências imediatas necessárias».
«Apela-se a toda a população para que não se aproxime da zona afetada, atendendo ao risco real de derrocada do paredão. Este comportamento responsável é essencial para evitar situações de perigo e permitir que as avaliações técnicas e futuras intervenções decorram em condições de segurança», realça.