Colocar Portugal no centro do mapa global do vinho e do enoturismo é o mote da quarta edição da “Wine & Travel Week”, que reúne, até dia 1 de março, cerca de 200 compradores e operadores turísticos internacionais, num grupo com 20 nacionalidades representadas.
Organizado pela Essência Company, o evento já arrancou, com a realização de visitas de três dias a sete regiões vitivinícolas nacionais, entre as quais se destaca o Norte de Portugal.
A partir da próxima segunda-feira, os trabalhos concentram-se na Casa da Música, no Porto, juntando produtores de vinho e programadores enoturísticos, agentes hoteleiros e agentes de viagens, além de jornalistas convidados de mercados emissores estratégicos.
A coroar a programação, o Palácio da Bolsa, no Porto, recebe entre 26 de fevereiro e 1 de março, a 22.a edição do Essência do Vinho – Porto, que apresenta 400 produtores e 4 mil referências, naquela que é tida como «a principal experiência do vinho em Portugal».
No dia 2, no Hard Club – Mercado Ferreira Borges, decorre a segunda edição do Veni Vini Vici, evento dedicado ao movimento de produtores alternativos, que prevê duplicar o número de expositores participantes.
O diretor da Essência Company, Nuno Guedes Vaz Pires, refere que a Wine & Travel Week e o Essência do Vinho – Porto afirmam-se «como muito mais do que eventos: são plataformas estratégicas de projeção internacional de Portugal enquanto destino de vinho, gastronomia e turismo de excelência».
Este responsável explica que o objetivo é «criar valor real, gerar negócio, promover territórios e afirmar uma visão contemporânea do enoturismo, sustentada na qualidade, na autenticidade e na experiência». «Este é um projeto com impacto económico, cultural e mediático, pensado
para colocar Portugal no centro do mapa global do vinho e das viagens», declara.
A organização recorda que o turismo associado à produção de vinho tem apresentado «tendências solidificadas de crescimento». Além do impacto económico gerado, em muitos casos já na ordem de 40% do total da faturação das operações, tem contribuído para o desenvolvimento de territórios de baixa densidade populacional, tornando-se fator de combate às assimetrias regionais, de fomento à fixação da população residente e de atratividade de
recursos humanos exteriores.
Os promotores da iniciativa salientam que «Portugal tem conseguido refletir este fenómeno global, apresentando-se atualmente como um destino particularmente interessante também sob o ponto de vista do vinho, da gastronomia e das experiências associadas». «A diversidade dos terroirs, a preservação da autenticidade dos produtos e das paisagens e a facilidade de acesso inter-regional são algumas das características mais elogiadas pelos enoturistas», acrescentam.
Norte no epicentro da afirmação de Portugal no mapa global do vinho e enoturismo
Fotografia
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Luísa Teresa Ribeiro
Chefe de Redação
Publicado em 21 de fevereiro de 2026, às 12:39