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Cabeceiras promove raízes, gastronomia e turismo em mais uma grande festa do fumeiro

Fotografia André Arantes

André Arantes

Publicado em 13 de fevereiro de 2026, às 21:36

Certame volta a afirmar produtores locais.

A XXVII Festa da Orelheira e do Fumeiro está de regresso a Cabeceiras de Basto, afirmando-se, uma vez mais, como um dos principais momentos de promoção económica, gastronómica e cultural do concelho. 

O certame reúne este ano 28 produtores de fumeiro, aos quais se juntam dezenas de expositores de produtos locais, agricultura e artesanato, desde o linho à lã e a outras matérias-primas tradicionais, criando um espaço de grande diversidade e dinamismo.

Para o presidente da Câmara Municipal, Manuel António Teixeira, a festa mantém-se como um marco essencial para o concelho.

«É uma festa muito importante, vai na 28.a edição. Teve só uma interrupção por causa do Covid, mas tirando isso realizou-se sempre», começou por referir, sublinhando o papel determinante do evento para os produtores locais.

«É muito importante para nós, para os nossos produtores do Fumeiro e da Orelheira. A origem da festa tem a ver com a venda, com o leilão da orelheira, que também fazemos no domingo. É uma forma de mantermos a tradição e, ao mesmo tempo, darmos visibilidade aos nossos produtores», disse ao Diário do Minho.

O autarca destaca ainda a importância de criar oportunidades para os pequenos negócios.

«Juntamos tudo isto para dar vivacidade aos nossos produtores mais pequeninos, para os dar a conhecer fora, para ver se conseguem aumentar o seu negócio», disse.

Além da vertente económica, a dimensão humana e comunitária do evento é igualmente valorizada.

«Sinto-me bem. Acho que as pessoas estão a gostar cada vez mais daquilo que estamos a apresentar. O que queremos é que se sintam bem e que sintam que estamos a trabalhar para elas. Depois vem o reconhecimento e o carinho que se nota no dia a dia», afirmou.

A preservação das raízes e da identidade local é outra das grandes apostas do Município.

«É importante mantermos as nossas tradições, promovermos as nossas raízes. Muitas vezes o passado é esquecido, mas nós não queremos deixar esquecer», reforçou.

Apesar das incertezas meteorológicas, o presidente mostra-se confiante numa forte adesão do público.

«Temos a certeza de que amanhã e domingo vão ser dias muito repletos de gente e que os produtores vão vender os seus produtos todos», salientou.

Ao todo, estarão disponíveis para comercialização cerca de 70 toneladas de produto, numa mostra que promete atrair visitantes de toda a região e do país.

A iniciativa do Município de Cabeceiras de Basto pretende potenciar as riquezas endógenas da região, com especial destaque para a produção de orelheiras, enchidos, salpicões, chouriças, alheiras, presuntos e outros produtos tradicionais do fumeiro, sem esquecer a gastronomia típica, o artesanato, o turismo e o património cultural.

Entre sabores autênticos, tradição e convívio, Cabeceiras de Basto volta assim a afirmar-se como destino obrigatório para quem aprecia o melhor da gastronomia minhota e o património vivo das suas gentes.