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Coreógrafa Tânia Carvalho estreia em Guimarães dois solos criados para dois cúmplices

Coreógrafa Tânia Carvalho estreia em Guimarães dois solos criados para dois cúmplices
Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 04 de fevereiro de 2026, às 10:51

A 12 deste mês, no Centro Cultural Vila Flor

A coreógrafa Tânia Carvalho vai estrear dois novos solos no Festival Internacional de Dança Contemporânea de Guimarães, criados especificamente para os intérpretes que os protagonizam, Marta Cerqueira e Bruno Senune.

No dia 12 de fevereiro, o grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, recebe as estreias absolutas de “O Gesto do Falcão” (com Bruno Senune) e “O Sono da Montanha” (com Marta Cerqueira), peças que desenhou para dois bailarinos com quem já trabalha há muito, como disse aos jornalistas após um ensaio para a imprensa.

“São dois intérpretes que trabalham comigo há muitos anos, então há um conhecimento para lá das palavras. Normalmente, não procuro exprimir ideias muito fixas, eu acho sempre que quero ir a um sítio antes de termos opiniões e ideias e por isso é muito complicado às vezes explicar o que é que estou a fazer”, afirmou a coreógrafa aos jornalistas.

Tânia Carvalho, que tem trabalhado entre Portugal e França, acrescentou, sobre estas duas novas obras: “A minha forma de criar é muito intuitiva e chegar a uma forma de comunicação antes de termos todas estas opiniões formadas acerca da vida e do mundo, o que é que nós somos antes disso?”

Questionada sobre como se desenrolou o processo de criação com dois artistas que já conhece tão bem, Tânia Carvalho explicou que houve uma parte feita à distância, em que ela própria gravava os movimentos e os enviava para os bailarinos, enquanto noutros momentos estavam juntos a copiar os movimentos.

“Não houve troca de ideias, só troca de movimentos para a frente e para trás”, disse a coreógrafa, que também criou a música das peças.

De acordo com a Agência 25, que representa a artista, Tânia Carvalho apresentará “O Gesto do Falcão” e “O Sono da Montanha” em 21 de fevereiro, no Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, Madeira, e, em setembro, no Circular Festival, em Vila do Conde.

Este ano, a artista portuguesa já estreou “Sibela e Digoo”, no Teatro Viriato, com a companhia Dançando com a Diferença, e uma outra peça com o Jovem Ballet de Lyon, em janeiro.

Sobre os planos para este ano além destas estreias, Tânia Carvalho disse apenas que vai “começar lentamente a preparar 2027”.

Tânia Carvalho iniciou aulas de dança clássica aos 5 anos, a que se seguiram de dança contemporânea, ainda antes de fazer o curso da Escola Superior de Dança de Lisboa e o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea Fórum Dança. Fez ainda o Curso de Coreografia da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2023, foi condecorada pelo Ministério da Cultura de França.

A 15.ª edição do GUIdance arranca na quinta-feira numa programação pela qual vão passar nomes maiores da dança contemporânea, nacional e internacional, desde Olga Roriz a Akram Khan, passando por Ermira Goro, a companhia Marie Chouinard ou a vimaranense Ana Rita Xavier, entre muitos outros.