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Arcos de Valdevez pede apoio do Governo para prejuízos de 2,2 milhões

Arcos de Valdevez pede apoio do Governo para prejuízos de 2,2 milhões
Fotografia DR

Publicado em 03 de fevereiro de 2026, às 18:44

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez solicitou ao Governo apoio financeiro para fazer face a prejuízos de 2,2 milhões de euros provocados pelo mau tempo que afetou o concelho a 27 de janeiro.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, enviou carta aos ministros das Infraestruturas, Ambiente, Economia e Coesão Territorial, bem como aos secretários de Estado do Ambiente e da Proteção Civil, pedindo comparticipação para intervenções de emergência já executadas e para obras estruturais necessárias à reposição da segurança, mobilidade e funcionalidade das infraestruturas públicas afetadas.

A tempestade provocou derrocadas, inundações na zona da Valeta e cortes de estradas municipais, incluindo uma grande derrocada que isolou a aldeia de Sistelo. «Metade da freguesia está isolada, só tem saída pela estrada que liga Arcos de Valdevez a Monção», afirmou o autarca na altura, destacando que não houve registo de vítimas.

O relatório entregue ao Governo detalha 80 mil euros em intervenções de emergência já realizadas, como limpeza de derrocadas, remoção de árvores e reposição mínima de acessos. As intervenções estruturais necessárias estão estimadas em 1,82 milhões de euros, incluindo reparações em estradas municipais, estabilização de taludes, reforço de muros e construção de aquedutos.

O documento sublinha, ainda, os prejuízos económicos sofridos pelo comércio do centro histórico, estimados em 300 mil euros, e alerta que os danos ultrapassam a capacidade orçamental do município, podendo comprometer outras responsabilidades essenciais caso não haja apoio financeiro externo.

O levantamento técnico e o planeamento das obras continuam em atualização contínua, abrangendo reparações na ecovia municipal, contenção de material instável e prevenção de novos deslizamentos, numa operação considerada estrutural e inadiável.

Desde a passagem da depressão Kristin, morreram 10 pessoas, incluindo cinco vítimas diretas em Portugal continental, uma na Marinha Grande e quatro devido a quedas ou intoxicações relacionadas com a tempestade. O Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.