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Westway regressa a Guimarães com iniciativa para nova música portuguesa

Westway regressa a Guimarães com iniciativa para nova música portuguesa
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 31 de janeiro de 2026, às 17:54

Entre 8 e 11 de abril.

O programa Westway, que junta «criação, circulação e reflexão sobre música e indústrias criativas», regressa a Guimarães de 8 a 11 de abril, para a 13.ª edição, este ano com nova iniciativa dedicada à música portuguesa emergente.

Na área das atuações ao vivo (Live), o Westway anunciou os primeiros nomes - os portugueses XEXA e Scurú Fitchádu, Ditter, de França, Gans, do Reino Unido, e Gaia Banfi, de Itália -, e o acolhimento do programa The Portuguese Discovery, dedicado à representação internacional da nova música portuguesa.

Destinado a profissionais do setor da música - que vão trabalhar, debater e mostrar as suas criações a programadores e público -, o Westway estreia este ano uma nova identidade visual e promove uma formação dirigida a jovens profissionais da música, em parceria com a Why Portugal e a Audiogest.

De acordo com a organização, a produtora, compositora, vocalista e artista sonora XEXA cria «uma música eletrónica afrofuturista», enquanto Scurú Fitchádu, que abriu o concerto dos Bob Vylan, em Lisboa, no ano passado, é apresentado como artista que cruza referências diretas à música cabo-verdiana e à matriz africana, numa «sonoridade de combate dentro de uma estética punk eletrónica disruptiva».

Do trio Ditter o Westway destaca «o amor pelo pop», com «uma pitada de punk, um toque de cinismo e humor»; do duo britânico Gans, «o pós-punk intenso e a eletrónica frenética», num «mundo de melancolia sombria e noturna»; e da cantautora, produtora e multi-instrumentista Gaia Banfi, «nova promessa da cena musical italiana», o seu «trabalho entre o indie pop e a eletrónica».

Quanto à plataforma The Portuguese Discovery, «criada com o objetivo de promover a descoberta, circulação e afirmação de artistas emergentes, até agora apenas em festivais internacionais», estreia-se no Westway, que selecionou os projetos Ana de Llor, de Lisboa, Summer of Hate e Sunflowers, ambos do Porto.

«Com esta iniciativa, o Westway reforça o seu papel enquanto espaço de encontro entre artistas e indústria, assumindo-se como ponto de partida para processos de internacionalização mais consistentes», lê-se no comunicado.

O Westway adianta que a plataforma The Portuguese Discovery regressará em 2027, para a qual será feita uma ‘open call’, com coordenação da Why Portugal.

Na vertente Meeting, com colaboração da Why Portugal, mais dois participantes: Dalse Yoonyoung Kong, do festival sul-coreano Zandari Festa, e Robin Werner, do alemão Reeperbahn.

O programa contava já com os espanhóis Jordi Fosas, da Fira Mediterrània Manresa, Eugenio González, do La Mar de Músicas, e Jordi Casadesús, do Mercat de Música Viva de Vic; com Joyce Jenny Loir, do Ancienne Belgique, e Ísleifur Thorhallsson, do islandês Sena Live, além de Cíntia Marques, da ARCUPS, associação organizadora do festival Ti Milha.

Quanto à formação dirigida a jovens profissionais de música, o programa incluirá sessões temáticas de “Management de artistas”, com curadoria da European Music Managers Alliance, de “Exportação de música”, com a European Music Exporters Exchange, e de “Direitos conexos”, com a Audiogest.

Os passes gerais Westway Live para os concertos já se encontram disponíveis e têm um custo de 30 euros.

O programa e outras informações de acesso podem ser consultadas no 'site' do Westlab e d'A Oficina, de Guimarães.