A cidade de Viana do Castelo soprou hoje 178 velas, numa cerimónia festiva que decorreu, uma vez mais, no Teatro Sá de Miranda, que voltou a estar completamente cheio. Numa cerimónia que é também de agradecimento e homenagens àqueles que enobreceram e cidade e o concelho, o presidente da Câmara Municipal de Viana, Luís Nobre, deixou reparos, nomeadamente quanto à formula de cálculo do financiamento das Autarquias Locais, mas também mostrou-se confiante num futuro resiliente, sustentável e de conquistas coletivas.
A cerimónia começou com a atuação do jovem vianense, Rúben Fagundes, que levou os presentes no Teatro a pensar que estavam a ouvir Andrea Bocelli. Aliás, na sua intervenção, o presidente da Câmara de Viana fez questão de dar os parabéns a Bruno Fagundes, pela atuação e percurso. O autarca saudou a todos, dando ênfase aos homenageados, mas também ao Bispo de Viana, D. João Lavrador, presente na cerimónia.
Luís Nobre considerou que a decisão de D. Maria II em atribuir a Viana o título de cidade, refletiu desenvolvimento organizacional e importância estratégica, que permitiu ao concelho alcançar uma condição transformadora em múltiplos tempos, nas dimensões das infraestruturas, dos equipamentos e dos serviços com real impacto social, económico, administrativo e político. «Passamos, ainda, a determinar o nosso destino e autonomia, bem como a capacidade de gerirmos e promovermos um desenvolvimento urbano, uma verdadeira inflexão urbana sustentável, que nos permitiu pertencer a uma rede de cidades que impulsionou reconhecimento».
O edil vianense entende que a exigente realidade que o mundo vive, as respostas mitigadoras às alterações climáticas, a necessidade da reindustrialização da Europa e do País, a ação da tecnologia, da informação, da desinformação e da cibersegurança, a qual se tornou «peça central neste gigante tabuleiro geopolítico, desafiadora realidade que nos implica, que interessa cuidar e vencer através de sólidas e assertivas respostas»
Numa altura em que o País celebra os 50 anos do Poder Local, Luís Nobre enalteceu as conquistas e foram muitas, mas considerou «urgente a restruturação da fórmula opaca de cálculo do Financiamento das Autarquias Locais. Num contexto de desafios económicos e crescentes exigências sociais, o debate sobre o financiamento autárquico nunca foi tão relevante e emergente. Temos que urgentemente alterar a equação de cálculo de distribuição do FEF dos Municípios», avisou.
Luís Nobre entende que os homenageados devem servir de «exemplo e inspiração para todos» pra continua a engrandecer Viana.