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Teatro Diogo Bernardes inicia 2026 com programação cultural diversificada

Teatro Diogo Bernardes inicia 2026 com programação cultural diversificada
Fotografia DR

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 03 de janeiro de 2026, às 19:20

Município de Ponte de Lima aposta em eventos de diferentes áreas artísticas

O Teatro Diogo Bernardes, do Município de Ponte de Lima, apresenta para este mês uma programação cultural plural, reunindo  música, teatro, cinema e dança, com a presença de artistas e companhias de referência no panorama nacional. 

De acordo com o cartaz divulgado pela autarquia, a programação tem início a 9 de janeiro, com o concerto “Canções de Uma Noite”, de Olavo Bilac, um espetáculo intimista que revisita temas marcantes da sua carreira - como “Jardins Proibidos”, “Fiel” ou “Fala-me de Amor”  - e presta homenagem a Cesária Évora e Sara Tavares, através de canções como  “Sodade” e “Ponto de Luz”.

Nos dias16 e 17 de janeiro, sobe ao palco a peça “Suplicantes”, de Sara Barros Leitão, numa reinterpretação contemporânea do clássico de Ésquilo, que propõe uma reflexão atual sobre migrações, fronteiras e hospitalidade. 

Em “As Suplicantes”, de Ésquilo, 50 mulheres fogem de um casamento forçado e atravessam o Mediterrâneo em busca de asilo na Grécia. Nesta reescrita contemporânea, Sara Barros Leitão convoca uma reflexão atual sobre o projeto europeu, as fronteiras e os pactos de hospitalidade, acolhimento e integração, revelando a intemporalidade e a urgência das questões abordadas.

A sessão de dia 16 é destinada ao público escolar, com entrada gratuita.

O cinema marca presença a 20 de janeiro, no âmbito do ciclo “Há… Cinema no TDB”, com o filme “A Pianista”, de Nuno Bernardo, um thriller que cruza intimismo e ficção científica. Nuno Bernardo reflete sobre perda, identidade e o impacto da tecnologia na experiência humana.

A sessão inclui apresentação do realizador e conversa com o público.

A dança chega ao Teatro Diogo Bernardes a 23 de janeiro, com “LOUIS LUI”, da Companhia Paulo Ribeiro, um espetáculo que cruza música e movimento numa reflexão sensorial sobre a relação com o outro e com o tempo presente.

 “LOUIS LUI” estabelece um diálogo entre composições de Luís Tinoco e Louis Andriessen, explorando a relação com o outro — o desconhecido, o imprevisível, aquele que pode representar o céu ou o inferno — num jogo coreográfico de forte intensidade sensorial.

A programação de janeiro encerra nos dias 30 e 31, com a estreia de “A Vénus de Vison”, pelo Teatro da Raposa, uma coprodução do Teatro Diogo Bernardes. 
Inspirado em “A Vénus das Peles”, de Leopold von Sacher-Masoch, e no texto de David Ives, este espetáculo explora jogos de poder, desejo e sedução, num intenso duelo psicológico entre teatro e realidade.