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IPVC presente na Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro

IPVC presente na Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro
Fotografia DR

Publicado em 03 de janeiro de 2026, às 18:32

Com trabalho de alunos e antigo alunos

O Instituto Politécnico de Viana do Castel (IPVC) está presente na XVII Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro com a instalação “Acásico”, desenvolvida por alunos e antigos alunos da licenciatura em Artes Plásticas e Tecnologias Artísticas da Escola Superior de Educação (ESE-IPVC).
A obra integra a mostra “Múltiplos” e reflete a memória coletiva das antigas fábricas de cerâmica da cidade, resultado de um trabalho colaborativo orientado por docentes da instituição.
O desafio lançado pela Câmara de Aveiro convidava as universidades a reinterpretar a memória das antigas fábricas de cerâmica da cidade, hoje praticamente desaparecidas, preservando apenas vestígios como fachadas e chaminés. A proposta do IPVC, intitulada “Acásico”, responde a este desafio com uma abordagem conceptual e artística que transforma memórias individuais e coletivas em módulos cerâmicos interligados, organizados em estrutura circular, refletindo a presença e ausência da memória industrial.
O projeto foi desenvolvido pelos estudantes sob orientação dos docentes Hugo Marrafas e Paulo Barros, com colaboração dos docentes Hélder Dias e João Gigante. A obra combina técnicas como serigrafia, carimbo e moldagem, explorando conceitos como camadas, arquivo, registo, desgaste, identidade, ciclos, liberdade e pertença, materializando o equilíbrio entre a memória individual e coletiva. «Acásico é uma reflexão sobre memória, tempo e espaço, em que cada participante contribui para uma narrativa coletiva. A peça celebra tanto a individualidade de cada interveniente como o trabalho em conjunto, refletindo a tradição cerâmica e a criatividade contemporânea», destaca Hugo Marrafas, docente orientador.
O nome “Acásico” remete aos “Registros Akáshicos”, entendidos como um arquivo universal de memórias e experiências, simbolizando a construção de memórias que ultrapassam o indivíduo e habitam o coletivo. 
A instalação é, assim, uma celebração da memória enquanto processo dinâmico, sensível e partilhado, evocando a história da cerâmica de Aveiro, salienta fonte do IPVC.