A segunda e derradeira leva de concertos da 33ª edição do Guimarães Jazz inicia-se na quinta-feira, 14 de novembro (21h30), com aquela que é, pela dimensão colossal do seu percurso no jazz e a sua inegável influência na música contemporânea, sem dúvida a grande figura de relevo histórico do programa do Guimarães Jazz 2024 – o trompetista Wadada Leo Smith.
Segundo a organização, Wadada Leo Smith «é um músico fundamental dos últimos cinquenta anos que, em Guimarães, se apresentará em quinteto para um concerto que se antecipa histórico». A sonoridade única do seu trompete, um som simultaneamente expressivo e depurado, e a versatilidade do seu ímpeto criativo, cristalizado numa música que flui harmoniosamente com a passagem do tempo, são características que contribuem decisivamente para o estatuto icónico de Leo Smith. Em Guimarães, Wadada Leo Smith atuará em quinteto, acompanhado pelo guitarrista (e seu neto) Lamar Smith, pela violoncelista Ashley Walters e por uma secção rítmica de contrabaixo e bateria, que será assegurada por dois experientes músicos britânicos (John Edwards e Mark Sanders).
No dia seguinte, 15 de novembro (21h30), o público assistirá à atuação do trio liderado por John Escreet, um pianista portentoso e imprevisível cuja evolução e amplitude criativa justifica a sua atuação pela primeira vez em nome próprio neste palco, naquele que poderá ser um dos momentos altos do festival. A acompanhar o virtuoso e altamente inventivo pianista estará uma secção rítmica composta por Eric Revis e Damion Reid.
O sábado (16 novembro) encerra o festival em força com três concertos Às 16h00, estará em destaque a Sonoscopia, representado este ano pelo trio liderado pelo trompetista português Luís Vicente. De seguida, às 18h00, o palco iluminará o quinteto do pianista italiano Tommaso Perazzo. O espetáculo de encerramento (21h30) destaca a parceria entre o Guimarães Jazz e a Orquestra de Guimarães.